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Cuiabá e Fortaleza ficam no zero a zero no Castelão; treinadores são expulsos

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Na noite desta terça-feira (31.03), a Arena Castelão foi palco de um confronto movimentado, mas sem gols, entre Fortaleza e Cuiabá, pela segunda rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O empate em 0 a 0 foi ofuscado por um incidente polêmico que resultou na expulsão dos técnicos Thiago Carpini, do Fortaleza, e Eduardo Barros, do Cuiabá.

O placar, que não movimentou as redes, teve consequências distintas para as equipes na tabela. O Fortaleza, com este resultado, somou seu primeiro ponto na competição, mantendo-se sem vitórias e ocupando a 16ª posição. Já o Cuiabá alcançou dois pontos e se encontra na oitava colocação.

Tensão à beira do campo

Aos 14 minutos do segundo tempo, o jogo foi paralisado por uma confusão generalizada envolvendo as comissões técnicas de ambos os times. O desentendimento escalou e culminou na expulsão de Thiago Carpini e Eduardo Barros. A animosidade entre os treinadores, no entanto, não se encerrou no campo, prolongando-se até o túnel de acesso aos vestiários.

Fortaleza pressiona, goleiro se destaca

Dentro das quatro linhas, o Fortaleza demonstrou maior volume de jogo e criou mais oportunidades ofensivas. As melhores chances de gol da equipe cearense foram frustradas pela atuação inspirada do goleiro Marcelo Carné, do Cuiabá, que fez defesas importantes. A trave também salvou o Cuiabá em uma finalização de Maurício Mucuri, aos 11 minutos da primeira etapa, impedindo que o placar fosse aberto.

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Ao apito final, a insatisfação da torcida leonina foi evidente, com vaias direcionadas à equipe da casa no Castelão, refletindo a expectativa por uma vitória que não veio e a ausência de gols na partida.

Fonte: Esportes

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Estudante da Rede Estadual representa Mato Grosso nas Paralimpíadas Escolares em São Paulo

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Reprodução Seduc/MT

Aos 17 anos, Daniel Santana Prado, estudante da Escola Estadual Cleinia Rosalina de Souza, em Cuiabá, se prepara para representar Mato Grosso na fase nacional das Paralimpíadas Escolares 2026, entre os dias 16 e 20 de novembro, em São Paulo.

O caminho até essa nova oportunidade começou em 2024, quando a professora de educação física Débora Rosana de Souza Lopes Barreto, atualmente treinadora de Daniel, enxergou no atletismo uma nova possibilidade para o estudante. Ele teve paralisia infantil ao nascer, que atingiu a fala.

Desde 2021, Débora já trabalhava com atletismo escolar e passou a observar que estudantes com deficiência nem sempre tinham as mesmas oportunidades de participação nas competições. Essa percepção despertou nela o desejo de ampliar esses espaços e criar condições para que mais alunos pudessem vivenciar o esporte, desenvolver suas habilidades e reconhecer o próprio potencial.

Na época, Daniel praticava xadrez com o professor João Paulo, da mesma unidade, mas o diálogo entre os educadores e o estudante abriu caminho para uma nova oportunidade: participar do Meeting Paralímpico de 2024. A estreia no atletismo levou Daniel ao pódio.

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Para Débora, as competições representam oportunidades de aprendizagem que vão além dos resultados esportivos. “Uma competição pode ensinar muito mais do que regras, técnicas e resultados. Quando estamos em outros estados, procuro mostrar aos estudantes um pouco da história dos lugares, das pessoas e das realidades que encontramos. São experiências que ampliam o olhar e contribuem para a formação deles como cidadãos”, destaca.

A professora também percebeu avanços no desenvolvimento de Daniel ao longo do percurso, especialmente na comunicação e na socialização. O contato com outros atletas com deficiência, segundo ela, permite ao estudante conhecer diferentes trajetórias de participação, autonomia e realização pessoal.

Em 2025, nos Jogos Escolares Paralímpicos, realizados em São Paulo, Daniel conquistou o primeiro lugar no arremesso de peso e no lançamento de dardo, além do terceiro lugar nos 100 metros rasos.

Neste ano, Daniel voltou a competir na fase estadual dos Jogos Paralímpicos Escolares, realizada em Cáceres, onde conquistou a classificação para a etapa nacional. Também participaram da competição Luann Gabriel Ferreira Gomes, de 12 anos, e David Nathan Bueno de Oliveira, de 24 anos, que concluiu o ensino médio no primeiro semestre deste ano.

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Agora, Daniel se prepara para representar Mato Grosso em mais um desafio, levando para a competição a experiência acumulada nas pistas e os aprendizados construídos ao longo de sua trajetória no esporte.

Para o coordenador pedagógico da Escola Estadual Cleinia Rosalina de Souza, Emanuel Ferreira do Nascimento, a história dos estudantes também evidencia a importância de reconhecer as experiências e o potencial de cada aluno.

“Precisamos reconhecer o esforço dos nossos alunos. Cada trajetória é única e todas elas nos inspiram como seres humanos, mostrando que, apesar das dificuldades do dia a dia, temos que continuar caminhando e acreditando em nossas possibilidades”, destaca.

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