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Polícia Civil MT comunica abertura de edital de leilão de veículos

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Foi publicado nesta quinta-feira (05.02), o primeiro Edital (nº 001/2026) do leilão da Polícia Civil de venda de veículos e/ou sucatas aproveitáveis com motor inversível.

Serão leiloados 336 veículos que viraram sucatas e encontram-se acondicionados no pátio do setor de transporte da instituição, em Cuiabá.

O aviso de licitação foi divulgado no Jornal Estadão de Mato Grosso, na página 7 de Classificados, de circulação no dia 05 de fevereiro de 2026.

Aos interessados o leilão, na forma online, ocorrerá nos dias dias 27 de fevereiro, 10 de março, e 18 de março, respectivamente.

INÉDITO

Esse é o primeiro leilão da história da Polícia Civil, e é realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

Os veículos foram apreendidos há mais de décadas e não possuem mais condições de circulação ou utilização, bem como serão colocados para a venda pública e oferecidos através de lance, para o reaproveitamento de peças ou de material metálico.

O edital que torna público o certame segue a Resolução Conjunta do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, Polícia Civil e Ministério Público (nº.01/2025), que dispõe sobre a guarda e a destinação de bens e materiais apreendidos ou constritos em procedimentos criminais.

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A venda pública das sucatas será realizada por uma empresa leiloeira, seguindo o modelo já adotado pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), por meio da Comissão Permanente de Avaliação e Alienação de Bens.

O valor arrecadado no leilão será revertido para investimento na segurança pública, sendo depositado em juízo para posterior destinação e utilização em ações de prevenção e repressão à criminalidade no Estado de Mato Grosso.

Para a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, esse processo marca a primeira vez que se organiza um leilão próprio e com iniciativa de descarte sustentável.

“Nosso objetivo é promover destinação adequada aos bens apreendidos e, ao mesmo tempo, gerar retorno concreto para o fortalecimento da segurança pública em Mato Grosso”, destacou a delegada-geral.

Nos próximos dias ocorrerá a publicação da abertura do edital e a devida divulgação acerca das informações do leilão.

Acesse aqui o Edital nº 001/2026 – SEJUS/SASPD/MT-FUNDEPOL

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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