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Corinthians e São Paulo empatam na Neo Química Arena no Paulistão

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O primeiro clássico Majestoso do ano de 2025 terminou sem vencedor na tarde deste domingo, na Neo Química Arena. Em um confronto pela terceira rodada do Campeonato Paulista, Corinthians e São Paulo protagonizaram um empate eletrizante em 1 a 1, com o gol corintiano saindo nos acréscimos do segundo tempo, para delírio da Fiel Torcida.

A partida viu o São Paulo abrir o placar ainda na primeira etapa com Tapia. No entanto, a persistência do Corinthians foi recompensada nos minutos finais, quando Breno Bidon garantiu a igualdade no marcador, mantendo o Timão na zona de classificação para o mata-mata do Paulistão. Com o resultado, o Corinthians soma agora quatro pontos, ocupando a sétima posição. Já o São Paulo, também com quatro pontos, ficou na nona colocação pelos critérios de desempate do Estadual.

O Jogo

O Corinthians demonstrou maior ímpeto ofensivo desde os primeiros minutos. Logo no primeiro minuto, Bidon sofreu falta perigosa e Matheus Bidu exigiu boa defesa do goleiro Rafael. Pouco depois, Bidon novamente finalizou com perigo. Aos 12 minutos, uma chance de ouro foi desperdiçada: após cruzamento e desvio, Yuri Alberto cabeceou por cima, com o gol aberto. O volume de jogo corintiano era notável, com Yuri Alberto e Bidon criando oportunidades que paravam nas mãos de Rafael.

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Contrariando a lógica do primeiro tempo, foi o São Paulo quem inaugurou o placar. Aos 36 minutos, Danielzinho desceu pela esquerda e cruzou para a área, onde Tapia apareceu livre para cabecear e balançar as redes, levando os visitantes para o intervalo com a vantagem. O Corinthians ainda buscou a reação antes do intervalo, com arremates de Kayke e Matheuzinho, mas sem sucesso.

No segundo tempo, o São Paulo tentou controlar o ritmo, enquanto o Corinthians seguia em busca do empate. Aos seis minutos, Hugo Souza fez importante defesa em chute de Wendell. Aos dez, Gustavo Henrique quase marcou de cabeça após escanteio, mas Rafael, em grande tarde, fez uma ponte para evitar o gol.

Quando a derrota parecia iminente, o Corinthians encontrou forças para reagir. Já nos acréscimos, Matheus Pereira acionou Pedro Raul na área, que inteligentemente rolou para Breno Bidon. O jovem meio-campista finalizou com precisão, estufando as redes e garantindo o empate em um Majestoso de muitas emoções.

Próximos compromissos

O Corinthians terá um desafio fora de casa pela frente, enfrentando o Santos na Vila Belmiro na quinta-feira, 22 de janeiro, às 19h30 (de Brasília), pela quarta rodada do Paulistão. O São Paulo, por sua vez, joga em casa no Morumbis contra a Portuguesa, na quarta-feira, 21 de janeiro, também às 19h30 (de Brasília).

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                                                              FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 1 X 1 SÃO PAULO
Competição Campeonato Paulista (terceira rodada)
Local Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Data 18 de janeiro de 2026 (domingo)
Horário 16h (de Brasília)
Público 44.769 pessoas
Renda R$3.286.557,00
Cartões Amarelos André, Yuri Alberto e Carrillo (Corinthians) / Wendell, Marcos Antônio, Rafael, Tapia e Luciano (São Paulo)
Cartões Vermelhos Nenhum
Árbitro João Vitor Gobi
Assistentes Daniel Luis Marques e Leandro Matos Feitosa
VAR Adriano de Assis Miranda
Gols Tapia, aos 37′ do 1ºT (São Paulo)
Breno Bidon, aos 45′ do 2ºT (Corinthians)
Corinthians Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele (Vitinho), Carrillo (Matheus Pereira), André (Pedro Raul) e Breno Bidon; Yuri Alberto e Kayke (Dieguinho).
Corinthians (Técnico) Dorival Júnior
São Paulo Rafael; Maik (Cédric), Arboleda, Alan Franco e Wendell (Nicolas); Danielzinho, Marcos Antônio (Pablo Maia), Bobadilla e Lucas (Ferreirinha); Luciano e Tapia (Calleri).
São Paulo (Técnico) Hernán Crespo

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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