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Investigação policial leva à condenação de casal a mais de 40 anos de prisão por homicídio em Rondonópolis

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Investigação da Polícia Civil levou à condenação, na última terça-feira (22.4), de João Carlos dos Santos Pereira, conhecido como “Gaúchinho”, e sua companheira, Bruna Noronha Farias, pelo assassinato de Roberto Francisco dos Santos, de 41 anos. O crime ocorreu em maio de 2021 e foi investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Bruna continua foragida.

João Carlos foi sentenciado a 24 anos de prisão pelos crimes de homicídio, ocultação e organização criminosa, enquanto Bruna recebeu uma pena de 20 anos pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver. As condenações somam mais de 40 anos.

Roberto Francisco dos Santos foi morto a tiros e seu corpo foi encontrado nos fundos de um bar, no centro de Rondonópolis, na madrugada de 9 de maio de 2021. Na ocasião, João Carlos, então com 28 anos, e Bruna, de 22, foram presos em flagrante por ocultação de cadáver e fraude processual, mas posteriormente obtiveram liberdade provisória.

As investigações da DHPP apontaram que João Carlos foi o autor dos disparos e que Bruna participou na tentativa de ocultar o corpo.

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Prisão do condenado

João Carlos foi recapturado em 6 de fevereiro de 2023, na zona rural do município de Barracão (RS), após uma operação conjunta entre as polícias civis de Mato Grosso e do Rio Grande do Sul. Com base em informações da DHPP de Rondonópolis, agentes do norte gaúcho localizaram o foragido na cidade de São José do Ouro.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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