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Magno Malta diz que intimação em UTI expôs Bolsonaro a risco de infecção

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O senador Magno Malta (PL-ES) criticou nesta terça-feira (29) a intimação judicial enviada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante internação na unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital em Brasília. A intimação serviu para notificar Bolsonaro e determinar a apresentação, no prazo de cinco dias, de defesa prévia no inquérito que apura tentativa de golpe de Estado. Para o senador, a entrada de uma oficial de Justiça no hospital expôs o ex-presidente ao risco de infecções.

Eles não querem prender Jair Bolsonaro, eles querem matar Jair Bolsonaro. Agora eu aviso: Jair Bolsonaro não é mais um CPF e ele é muito mais do que uma ideia. Ele é a própria proposição do conservadorismo de um país majoritariamente Cristão — disse o senador.

O senador informou ter pedido por ofício que o Conselho Federal de Medicina (CFM) se pronunciasse sobre a entrada da oficial de Justiça na UTI. A resposta, informou, foi de que as regras para a entrada de pessoas devem garantir a estabilidade clínica e a segurança física e emocional dos pacientes em condição crítica e devem ser aplicadas inclusive a agentes públicos.

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Malta também criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, relator do processo sobre tentativa de golpe de Estado, a quem chamou de “perverso”, e disse que o STF tem “indivíduos vaidosos e cheios de maldade”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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