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Dra. Eudócia relata missão à China e defende tecnologias avançadas no SUS

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A senadora Dra. Eudócia (PL-AL) apresentou nesta quinta-feira (24), no Plenário, o relatório de missão oficial à China para fortalecer a cooperação entre o Brasil e o país asiático nas áreas de saúde, ciência e tecnologia.

A parlamentar afirmou que a viagem abriu caminho para futuras parcerias com instituições chinesas na área de vacinas oncológicas, além da identificação de tecnologias hospitalares de ponta que poderão ser adaptadas à realidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

— Na [empresa biofarmacêutica] Sinovac, laboratório que eu visitei, eles já estão estudando a possibilidade de produzir uma vacina contra 21 cepas do vírus do HPV, o papilomavírus, trazendo praticamente 100% de imunidade para as mulheres. Seria falar praticamente da erradicação desse vírus na concomitância de infecção e câncer de colo de útero — afirmou.

A senadora destacou que apresentou aos chineses projeto de lei de autoria dela que institui o marco regulatório das vacinas contra o câncer no Brasil (PL 126/2025). Também informou que discutiu possibilidades de cooperação científica entre instituições brasileiras, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan, e laboratórios chineses.

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Dra. Eudócia disse ainda que visitou o Hospital Universitário Renji, em Xangai, onde conheceu tecnologias que utilizam inteligência artificial para prever descompensações clínicas com até três dias de antecedência. A senadora ressaltou que essas experiências reforçam a importância de adequar as tecnologias à saúde pública brasileira.

— A missão evidenciou que o Brasil pode e deve avançar na inovação tecnológica em saúde. A implementação de hospitais inteligentes vai otimizar os diagnósticos precoces e melhorar o atendimento da rede pública.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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