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Sérgio Ricardo destaca coragem de Mendes e garante fiscalização de contrato com Albert Einstein

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Procurador-geral de Contas, Alisson Alencar, governador Mauro Mendes, presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo, e presidente da Comissão de Saúde, conselheiro Guilherme Antonio Maluf. Clique aqui para ampliar.

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, classificou como um ato de coragem a decisão do governador Mauro Mendes de concluir as obras do Hospital Central e firmar contrato com o Hospital Israelita Albert Einstein para a sua gestão. Durante a assinatura do acordo, nesta terça-feira (22), o presidente também destacou que o TCE vai fiscalizar cada etapa da execução.

“A população será atendida gratuitamente por um estilo de medicina que não existe em outro lugar e nunca existiu em Mato Grosso. Então, quero parabenizar o governador Mauro Mendes pela coragem. Foram anos de uma obra paralisada e agora nós temos aqui o Einstein. Eu classifico como um ato de coragem do governador Mauro Mendes”, disse o presidente.

Sobre a fiscalização, Sérgio Ricardo explicou que o desdobramento do acordo será monitorado por meio de acompanhamento simultâneo. “O Tribunal de Contas vai acompanhar cada passo, cada assinatura, cada prazo. Vamos verificar o que está escrito no contrato linha por linha, vírgula por vírgula, já a partir de hoje, com a assinatura”, afirmou.

Após mais de três décadas de paralisações, o Hospital Central foi concluído e será administrado por uma das instituições de saúde mais renomadas do mundo. A unidade será 100% pública e ofertará serviços gratuitos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), tornando-se o sexto hospital público do Brasil gerido pelo Einstein, atualmente classificado como o 22º melhor hospital do mundo.

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Durante a cerimônia, o governador Mauro Mendes destacou a confiança mútua entre as instituições e a solidez da parceria. “Tenho certeza que ela será uma parceria longeva, porque o Governo do Estado de Mato Grosso hoje tem todas as condições de honrar aquilo que está pactuado no contrato. E tenho também a mesma tranquilidade de dizer que o Hospital Albert Einstein tem todas as condições de prestar aqui um serviço de alta qualidade, com grande performance, entregando tudo aquilo que está sendo contratado.”

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo, em assinatura do contrato com o Hospital Albert Einstein, nesta terça-feira. Clique aqui para ampliar.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi, também destacou o avanço. “A Assembleia deu sua contribuição com agilidade e responsabilidade. Aprovamos emendas importantes para aprimorar o projeto, permitindo que o Einstein comece a atuar o mais rápido possível. É a população que mais precisa quem ganha com isso.”

Presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE-MT, o conselheiro Guilherme Antonio Maluf afirmou que a Corte estará vigilante na fiscalização da qualidade dos serviços. “Nosso papel será garantir que o padrão de excelência prometido chegue à ponta. O cidadão mato-grossense merece um atendimento digno e eficaz, e vamos trabalhar para que isso aconteça.”

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O presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Sidney Klajner, reforçou o compromisso com a regionalização e a qualidade da assistência. “Chegamos empenhados em aprender com os profissionais locais, que além das suas competências técnicas, conhecem as características da região e as necessidades da população. Essa é uma das razões pelas quais estamos priorizando pessoas da região na contratação de cerca de 1.600 profissionais que atuarão no hospital.”

Com 32 mil metros quadrados de área construída, o Hospital Central contará com mais de 210 leitos, centro cirúrgico de alta complexidade, unidades de terapia intensiva e serviços de diagnóstico por imagem de última geração. A unidade será referência no atendimento a casos de média e alta complexidade e deve beneficiar pacientes de todas as regiões do estado.

Também participaram da cerimônia o procurador-geral de Contas, Alisson Carvalho de Alencar; o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca; o vice-governador do Estado, Otaviano Pivetta; o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia; o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo; o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira; além de deputados estaduais e demais autoridades.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br

Fonte: TCE MT – MT

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Assembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta quinta-feira (22), a Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção à Obesidade no Estado de Mato Grosso. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), atende a uma solicitação da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO) e tem como objetivo discutir e propor políticas públicas para melhorar a prevenção, o tratamento e o acompanhamento das pessoas com obesidade. A instalação ocorreu na Sala de Reuniões das Comissões “Deputado Oscar Soares”.

Criada por meio do Requerimento nº 532/2026 e constituída pelo Ato nº 0752/2026, a CST terá prazo de funcionamento de 180 dias, prorrogável por igual período. Nesse período, os membros deverão estudar os principais problemas enfrentados pelos pacientes, avaliar os serviços disponíveis na rede pública de saúde e apresentar propostas que possam ampliar o acesso ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida à população.

Uma das principais preocupações apresentadas durante a instalação foi a dificuldade de acesso às cirurgias reparadoras, procedimentos realizados para retirar o excesso de pele após uma perda significativa de peso, especialmente entre pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica.

A presidente da CST e da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO), Juvelina de Campos Nunes, destacou que, embora Mato Grosso tenha avançado na oferta de cirurgias bariátricas, muitos pacientes continuam enfrentando dificuldades para concluir o tratamento.

Segundo ela, somente nos últimos dois anos, o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, realizou cerca de cinco mil cirurgias bariátricas. O número, apresentado pela representante da associação, reforça a preocupação com a demanda por procedimentos reparadores nos próximos anos.

“Hoje temos vários hospitais que realizam a cirurgia bariátrica, mas existe uma lacuna muito grande no tratamento. A pessoa emagrece, passa por todo o processo de recuperação, mas o que ela vai fazer com o excesso de pele? Essa é uma parte muito dolorosa, que afeta a autoestima, os relacionamentos e a vida social. Precisamos que o poder público compreenda que a cirurgia reparadora também faz parte desse tratamento”, afirmou Juvelina.

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A presidente relatou ainda que, conforme levantamento realizado por ela em 2023, havia mais de cinco mil pacientes na fila por cirurgias reparadoras no Hospital Municipal de Cuiabá. Para Juvelina, a dificuldade de acesso aos procedimentos pode provocar sofrimento emocional e isolamento social, principalmente entre mulheres.

A luta também faz parte da história pessoal da presidente da AMO. Após chegar aos 165 quilos, Juvelina passou por uma cirurgia bariátrica em 2004 e conseguiu reduzir significativamente o peso. Entretanto, precisou recorrer à rede privada e a ações judiciais para realizar parte das cirurgias reparadoras.

“Eu tive a oportunidade de fazer as minhas cirurgias, mas não desisto dos meus associados que não têm essa condição. Precisamos trazer para o legislador a nossa dor, as nossas necessidades e dificuldades. Se não mostrarmos essa realidade, como vão saber que estamos sofrendo e que precisamos de políticas públicas? ”, questionou.

Prevenção e tratamento –Além das cirurgias reparadoras, a CST pretende discutir ações de prevenção à obesidade desde a infância, incentivo à alimentação saudável e ampliação das alternativas de tratamento, incluindo o acompanhamento médico e o uso de medicamentos quando indicados.

Durante a reunião, o médico Hélio Marcelo Pesenti Sandrin, especialista em Cardiologia e Clínica Médica, destacou que a obesidade é uma doença crônica que exige atenção contínua e pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Ele também defendeu que o enfrentamento da obesidade não fique restrito aos procedimentos cirúrgicos ou ao uso de medicamentos emagrecedores, mas inclua diagnóstico precoce, acompanhamento profissional e ações educativas.

“As canetinhas vieram para ajudar, mas não vão fazer milagres. Precisamos compreender que a obesidade é uma doença séria, que deve ser controlada. É fundamental trabalhar a prevenção e garantir que essas pessoas tenham acompanhamento adequado”, ressaltou Sandrin.

A procuradora aposentada do município de Cuiabá, Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis, integrante da CST, chamou a atenção para o preconceito enfrentado pelas pessoas com obesidade e para os impactos emocionais provocados pela cobrança de padrões estéticos.

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“Infelizmente, nossa sociedade ainda é muito gordofóbica. Muitas pessoas deixam de participar de atividades e de conviver socialmente porque não se sentem bem com a própria aparência. Precisamos lutar pelos direitos dessas pessoas e garantir que tenham acesso ao atendimento de que necessitam”, afirmou.

O médico Gunther Peres Pimenta, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, e o delegado Bruno Lima Barcellos, relator da CST, participaram de forma virtual e colocaram suas experiências profissionais à disposição dos trabalhos da Câmara Setorial.

Composição  da CST:

Presidente:Juvelina de Campos Nunes – Presidente da Associação Mato-grossense de Obesidade – AMO.

Relator:Delegado Bruno Lima Barcellos.

Secretária:Silvana Aparecida Gadani de Arruda – Vice-Presidente da AMO.

Membros:

1. Dr. Gunther Peres Pimenta – CRM 3196, RQE 380 e 8327 – Titular do Colégio de Cirurgiões e Titular da

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

2. Dr. Regis Vilela Leal – CRM-MT 6233, RQE 2966/5171/5520/6254 – Titular do Colégio Brasileiro de

Cirurgiões e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

3. Dr. Tarsis Miyabara – CRM 7860, RQE 4555 – Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, com atuação em

cirurgia videolaparoscópica, cirurgia bariátrica e metabólica e cirurgia robótica;

4. Dr. Ismael Carvalho – CRM/MT 3985, RQE 2481 – especialista em Cirurgia Plástica;

5. Dr. Hélio Marcelo Pesenti Sandrin – CRM-MT 1047, RQE 6867/6866/2510/6823 – especialista em

Cardiologia e Clínica Médica, com atuação também em Medicina Intensiva e Pneumologia;

6. Dr. Marcus Antônio Godoy – Cardiologia – CRM-MT 3499 / RQE 1562;

7. Dra. Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis – Procuradora Municipal – OAB/MT 3942;

8. Antero Paes de Barros Neto – radialista e jornalista.



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