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Hugo Calderano faz história e conquista título inédito na Copa do Mundo de Tênis de Mesa
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Em um feito histórico para o tênis de mesa brasileiro, Hugo Calderano sagrou-se campeão da Copa do Mundo neste domingo (20), em Macau, na China. O mesa-tenista brasileiro derrotou Lin Shidong, número 1 do ranking mundial, por 4 sets a 1, conquistando um título inédito para ele e para o Brasil na modalidade.
Conquista histórica
Com a vitória, Calderano se torna o primeiro atleta fora da Ásia e da Europa a vencer a Copa do Mundo de tênis de mesa. Um marco histórico para o esporte brasileiro e para a carreira do atleta.
O Jogo
Lin Shidong, impulsionado pela torcida, começou ditando o ritmo da partida e fechou o primeiro set em 11 a 6. No segundo game, Calderano se recuperou, mostrando agressividade nos saques e igualando o placar com 11 a 7.
O terceiro set foi marcado por trocas de bola espetaculares, com Calderano quebrando o saque de Shidong e vencendo por 11 a 9, virando a partida.
Nos últimos dois sets, Calderano deu um show na Galaxy Arena, com contra-ataques precisos e saques acelerados, dificultando a vida de Lin Shidong e fechando a partida em 4 sets a 1.
Calderano celebra título
Após o feito histórico, Hugo Calderano celebrou a vitória e afirmou que não esperava chegar tão longe. “É uma loucura falar sobre isso. Antes de começar a competição, não imaginava vencer os melhores do mundo. É uma loucura para mim colocar meu nome na história do tênis de mesa mundial”, disse Hugo.
Ascensão no Ranking Mundial
Com a conquista da Copa do Mundo, Hugo Calderano subiu para o 4º lugar do ranking mundial, ultrapassando o chinês Liang Jingkun e entrando no top-4.
Fonte: Esportes
ESPORTES
Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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