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Sampaio decide no primeiro tempo e vence o Náutico no Castelão

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Em jogo de pura imposição, o Sampaio Corrêa bateu o Náutico por 2×0, na noite desta sexta-feira, 10, no Estádio Castelão, e se reabilitou na competição.

O triunfo boliviano foi construído ainda no primeiro tempo, com gols de Pimentinha e Poveda. A vitória levou a Bolívia ao sétimo ligar na tabela da Série B, com 15 pontos ganhos.

O JOGO

A primeira chance mais aguda foi do Náutico, mas Luiz Daniel cresceu na frente do atacante e fez a defesa. A Bolívia deu o troco com uma cabeçada à queima-roupa de Allan Godoi, após cobrança de escanteio, e o goleiro pernambucano salvou.

O Tricolor assustou novamente em outra cobrança de escanteio, que passou muito perto após testada de Nilson Jr.

Aos 16 minutos, Mateusinho foi derrubado dentro da área, e a arbitragem marcou pênalti. No entanto, o goleiro defendeu a cobrança de Poveda.

O desperdício da penalidade não afetou o ânimo do Sampaio, que seguia com mais volume de jogo e incomodando o adversário. Aos 39 minutos, Pimentinha recebeu o passe, limpou a jogada e finalizou sem chances para o goleiro.

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Em vantagem, a Bolívia seguia pressionando, sem se acomodar em campo. Acionado mais uma vez pelo lado direito, Pimentinha desmontou o lateral e tocou para Poveda estufar a rede e aumentar o placar no fim do primeiro tempo.

A equipe adversária tentou diminuir no início da etapa final, mas Luiz Daniel apareceu bem. O Sampaio logo deu a resposta com Pimentinha, que recebeu de Poveda e bateu rente à trave com muito perigo.

Na sequência, Ferreira fez o cruzamento e Catatau cabeceou na trave. O Sampaio não diminuía o ritmo, e o goleiro do Náutico salvou com os pés o que seria o terceiro gol da Bolívia na partida.

Com o jogo sob controle, o Sampaio não deu nenhum tipo de chance para o adversário crescer em campo, e administrou o confronto até o apito final.

O Sampaio Corrêa volta a campo no próximo sábado para enfrentar o Grêmio, na Arena dos donos da casa, às 11h.

Ficha Tricolor

Luiz Daniel, Mateusinho (Maurício), Nilson Jr, Allan Godoi e Lucas Hipólito; André Luiz, Ferreira (Lucas Araújo) e Rafael Villa (Renatinho); Ygor Catatau, Pimentinha (Eron) e Poveda (Rafael Costa).

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fonte: https://www.sampaiocorreafc.com.br/jogo-de-imposicao-2/

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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