MATO GROSSO
Sérgio Ricardo firma parceria inédita com TJMT e alerta gestores sobre pagamento de precatórios
MATO GROSSO
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| TCE-MT firmou parceria inédita com TJMT e alerta gestores sobre pagamento de precatórios. Clique aqui para ampliar. |
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, firmou parceria inédita com o Tribunal de Justiça (TJMT) para reforçar a cobrança de mais de 11 mil processos de precatórios no estado. Em reunião com o juiz-auxiliar da Presidência do Judiciário, Agamenon Alcântara Moreno Junior, nesta quarta-feira (16), o presidente assinou convênio e anunciou, além da inclusão do tema na análise das contas anuais, a realização de um seminário para orientar os gestores.
Na ocasião, Sérgio Ricardo alertou que a inadimplência pode resultar no bloqueio das contas das prefeituras. “Embora muitos não deem a importância devida, estamos alertando os prefeitos para que fiquem de olho, porque há uma relação de muitas prefeituras que não honraram o pagamento dos precatórios e que correm o risco de, a qualquer momento, terem suas contas bloqueadas”, afirmou.
Segundo o presidente, a maioria dos processos envolve dívidas de natureza alimentar, como salários, aposentadorias e indenizações trabalhistas. Muitos credores aguardam há mais de uma década para receber os valores devidos. “Os gestores precisam saber que o precatório é uma decisão judicial e que decisão judicial tem que ser cumprida. Tem gente que espera há 5, 10, 20 anos para receber”, acrescentou.
Gestor da Central de Precatórios do Judiciário, Agamenon explicou que, embora o Estado de Mato Grosso, de modo geral, esteja em conformidade, há vários municípios que estão com os pagamentos irregulares. “Enquanto o Governo Estadual possui cerca de R$ 460 milhões em precatórios, apenas a Prefeitura de Cuiabá acumula um passivo de R$ 765 milhões — quase o dobro”, disse.
O magistrado ressaltou ainda que o Tribunal de Contas será um agente que ajudará a fazer valer o que dispõe a Constituição Federal. “É importante entender que precatórios são a parte final de um processo que já terminou há muito tempo. Então, estamos falando de direitos reconhecidamente devidos em razão do não pagamento de uma verba alimentar ao cidadão, por exemplo”, reforçou.
A inclusão de critério referente ao pagamento de precatórios nas contas anuais foi sugerida pelo vice-presidente do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf. “Nessa análise vamos considerar, por exemplo, se os precatórios estão sendo incluídos no orçamento municipal e se há um plano de pagamento em andamento: nós vamos observar desde o começo se está no orçamento”, disse.
Capacitação
O próximo passo será a realização do seminário voltado aos prefeitos e demais agentes públicos, no dia 15 de maio. “Com essa parceria, vamos mostrar aos municípios e todos os envolvidos diretamente que, com gestão, é possível regularizar essa situação e, consequentemente, trazer benefícios para os próprios municípios, porque o dinheiro vai circular”, pontuou Agamenon.
Foi o que destacou Maluf, ao observar que parte das irregularidades reflete o desconhecimento de parte dos gestores sobre a legislação. “Vamos fiscalizar, mas também vamos ajudar o Tribunal de Justiça a capacitar esses gestores, porque muitos deles estão irregulares por ignorância, porque não sabem como fazer uma programação para estes pagamentos”, concluiu.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
Fonte: TCE MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.
Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.
Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte.
O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite.
Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual.
Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.
Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.
Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária.
Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.
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