POLÍCIA
Polícia Civil cumpre mandados contra grupo criminoso envolvido em furtos, roubos e receptação de veículos
POLÍCIA
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores de Cuiabá (DERFVA), deflagrou na manhã desta quarta-feira (9.4) a Operação Ramus, com objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado em furtos, roubos, receptação de veículos, bem como em adulteração de sinal identificador veicular.
Na operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Cuiabá, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião e Rolim de Moura (RO).
A ação contou com a colaboração da Polícia Civil de Rondônia e apoio das delegacias de Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, além da Regional de Cuiabá.
As investigações da DERFVA revelaram um esquema sofisticado, que atuava em diversas cidades e estados, dificultando a identificação dos criminosos e a recuperação dos bens subtraídos.
Modo de ação
O grupo investigado utilizava de diferentes estratégias para ocultar e revender veículos furtados e roubados, como: uso de guinchos para remover veículos de locais públicos sem levantar suspeitas; substituição de placas e falsificação de documentos para inserção dos automóveis no mercado; transferência dos veículos entre diversas cidades e estados para dificultar a ação da polícia; esquema de falsificação documental envolvendo cartórios, permitindo a legalização fraudulenta dos veículos roubados; uso de “laranjas” para o registro de documentos, dificultando a identificação dos reais beneficiários do crime.
O delegado titular da DERFVA, Guilherme Bertoli, e o delegado adjunto João Paulo Firpo Fontes, que preside as investigações, enfatizaram a relevância da Operação “Ramus” para a segurança pública, destacando que a atuação eficaz da Polícia Civil de Mato Grosso reduz significativamente os índices de furtos, roubos e receptação de veículos, bem como de adulteração de sinais identificadores veiculares.
“Essa operação representa um importante avanço no combate ao crime organizado, desarticulando uma rede criminosa altamente estruturada que vinha causando prejuízos à sociedade. Seguiremos com as investigações para identificar todos os envolvidos e impedir a continuidade dessas atividades ilícitas”, afirmou Bertoli.
Nome da operação
Ramus deriva do latim e significa “ramo” ou “ramificação”, pois o grupo atuava em diferentes municípios e estados, bem como atuava em diversos crimes como furtos, roubos e receptação de veículos, adulteração de sinais identificadores veiculares, sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, organização criminosa etc.
A operação é um desdobramento da Operação “Salmonidae”, anteriormente deflagrada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), que investigava um esquema milionário de sonegação fiscal no setor de pescados. Durante as investigações, foram descobertas ligações entre os envolvidos e a rede criminosa que atuava na adulteração e comercialização ilegal de veículos.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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