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Câmara aprova projeto que obriga SUS a oferecer tratamento completo de lábio leporino

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A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a prestar serviço gratuito de cirurgia reconstrutiva de lábio leporino ou fenda palatina e tratamento pós-cirúrgico, abrangendo as especialidades de fonoaudiologia, psicologia, ortodontia e outras necessárias para a recuperação do paciente. O texto (PL 3526/19), já aprovado pelo Senado, segue para sanção presidencial.

A proposta é de autoria do deputado Danrlei de Deus Hinterholz (PSD-RS). Ele disse que a medida vai beneficiar milhares de famílias brasileiras. “Hoje traz a possiblidade de uma vida diferente para muitas famílias”, afirmou.

Segundo o relator, deputado Dr. Ismael Alexandrino (PSD-GO), cerca de 15 crianças nascem por dia com essa malformação no Brasil. “Quanto mais tarde a criança demora para operar, mais problemas acarreta do ponto de vista de desenvolvimento, alimentação, infecções e bullying”, afirmou.

Dr. Ismael Alexandrino disse que, embora o tratamento possa ser interpretado como já garantido pela Constituição, a proposta explicita e fortalece esse direito. “A explicitação desse direito em uma lei específica garante maior segurança jurídica e facilita a implementação de políticas públicas voltadas para o atendimento integral desses pacientes”, informou.

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Emendas do Senado
Os deputados aprovaram nesta terça-feira (8) duas emendas do Senado. A primeira prevê que, quando o lábio leporino for diagnosticado no pré-natal ou logo após o nascimento, o recém-nascido deve ser levado rapidamente a um centro especializado para começar o tratamento e planejar a cirurgia.

A segunda emenda retirou o termo “plástica” da cirurgia de reconstrução. Sem o termo, outros médicos, além do cirurgião plástico, poderão fazer o procedimento. “A supressão do termo ‘plástica’ alinha o texto à natureza essencialmente reparadora e funcional da cirurgia, evitando interpretações que a associem apenas a fins estéticos”, afirmou Alexandrino.

Debate no Plenário
A deputada Lenir de Assis (PT-PR) explicou que a cirurgia não é estética, mas corretiva e reparadora. “É uma cirurgia já realizada pelo SUS, mas projeto como este é importante ser trazido para tratarmos desta pauta, para que mais famílias sejam atendidas”, afirmou.

Segundo o deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO), a cirurgia dessas fissuras é, atualmente, um problema. “Se você coloca no convênio que é cirurgia plástica, [o plano de saúde] nega. Então tem de ser realmente cirurgia reparadora. E não é só isso, tem idade ideal para ser operada”, disse o deputado, que também é médico.

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O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) ressaltou que a cirurgia é uma questão de saúde pública e de autoestima para o paciente.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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