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Mourão critica tarifas dos EUA e pede prudência

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O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), em pronunciamento nesta terça-feira (9), criticou a política de tarifas sobre produtos estrangeiros adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para o senador, a medida representa o fim de um ciclo de comércio internacional baseado em regras e acordos firmados após a Segunda Guerra Mundial. 

— De certa forma, o anúncio não foi uma surpresa, pois, a partir de sua posse, os analistas econômicos não duvidavam de que barreiras tarifárias ocorreriam. Contudo, a escala e o escopo das mesmas só fizeram confirmar os piores temores. Com uma única penada, Washington restringiu severamente o comércio internacional — disse. 

Mourão chamou atenção para o impacto da medida sobre o Brasil. Segundo o senador, o país poderá sofrer consequências significativas em setores sensíveis do agronegócio, como o café verde e o suco de laranja, mesmo tendo sido incluído no grupo com menor taxação — uma tarifa de 10%.

Diante do novo cenário, Mourão defendeu que o país adote uma postura mais estratégica e independente na defesa de seus interesses comerciais.

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É hora de estarmos juntos, pensando tão somente nos interesses legítimos do Brasil. Ovacionar cegamente o “Tio Sam” é fechar os olhos para a realidade mundial e para a necessidade de o Brasil poder negociar com o mundo todo. Não é só uma questão de economia. Envolve interesses geopolíticos e o uso da estratégia indireta para alcançar objetivos nacionais dos Estados Unidos. Temos que perceber essa realidade, suas diversas facetas e atuar com prudência e assertividade na marcação de posições que são do nosso interesse — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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