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Esperidião Amin lamenta acidente na BR-101 e critica precariedade da rodovia

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Em pronunciamento no Senado nesta terça-feira (8), o senador Esperidião Amin (PP-SC) lamentou o grave acidente ocorrido no último domingo (6), no trecho do Morro dos Cavalos na BR-101, em Santa Catarina. Um caminhão que transportava gás etileno tombou na rodovia, provocando uma explosão que atingiu outros veículos que trafegavam pela via.

— Aquele fio de gás e líquido e fogo se infiltrou pelos carros que tinham parado. Vinte e três veículos particulares foram incendiados, de baixo para cima, pelo filete que corria morro abaixo, e as pessoas tiveram que fugir. Não tinha para onde correr: mato, cimento e apenas duas faixas — disse. 

Esperidião Amin destacou que a precariedade da via se deve à falta de acostamento, causada por entraves legais e ambientais. Ele citou problemas antigos entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o Ministério Público, a Funai e o licenciamento ambiental. Segundo o senador, o trecho permanece sem melhorias há mais de uma década.

O parlamentar pediu ação do governo federal, especialmente do ministro dos Transportes, Renan Filho, que já visitou o local em 2023. Segundo o senador, o trecho da BR-101 é estratégico para o estado, para o Sul do Brasil e para o Mercosul. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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