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Polícia Civil apreende menores envolvidos em sequestro e assassinato de adolescente em Tesouro

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Guiratinga (330 km de Cuiabá), realizou, nessa quarta-feira (02.4), a apreensão de dois adolescentes suspeitos de envolvimento no sequestro e assassinato de Carlos Henrique Ribeiro de Souza, de 17 anos. O crime ocorreu em janeiro deste ano, em Tesouro (375 km da Capital).

Os policiais da Delegacia de Guiratinga se deslocaram até Tesouro para cumprir o mandado de busca e apreensão contra os menores suspeitos, ambos de 17 anos. A investigação foi iniciada após o registro do desaparecimento de Carlos Henrique.

De acordo com a Polícia Civil, no dia 1º de janeiro, a vítima e sua namorada foram levados por um grupo para dois imóveis em Tesouro, onde sofreram sessões de tortura por cerca de 6 horas.

A ordem para os crimes teria partido de um detento custodiado na Penitenciária de Rondonópolis, após Carlos Henrique se desentender com suspeitos ligados a uma facção criminosa em uma praça da cidade. O adolescente teria feito gestos alusivos a um grupo rival, o que motivou a violenta represália.

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Depois da tortura, as vítimas foram liberadas sob a condição de que Carlos Henrique passasse a trabalhar para a facção. No dia seguinte, 2 de janeiro, um dos investigados entrou em contato com ele, determinando que o acompanhasse de moto até Rondonópolis sob o pretexto de buscar entorpecentes. No entanto, a real intenção era executar o adolescente. Ao chegar na cidade, ele foi entregue a outros integrantes da organização criminosa e, desde então, seu paradeiro é desconhecido.

A apreensão dos suspeitos foi determinada pela Vara Única da Comarca de Guiratinga, com a aplicação da medida socioeducativa de internação por tempo indeterminado, com prazo máximo de três anos.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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