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Entidade profissional alerta para carência de profissionais de tecnologia no Brasil

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O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) apresentou à Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (2) uma lista de 30 projetos prioritários para as profissões de engenharia, agronomia e geociências em 2025. A lista foi elaborada por conselheiros federais e presidentes dos conselhos regionais dessas categorias (Creas).

Dentre as propostas, o presidente do Confea, Vinicius Marchese, destacou o Projeto de Lei 1024/20, que altera a regulamentação da profissão para adequá-la à realidade atual.

“É um projeto de lei que atualiza a Lei 5.194, que é de 1966 e regulamenta todas essas profissões. A lei necessita de atualização, desse novo olhar para o novo momento do País, para que seja uma ferramenta melhor de fiscalização do exercício profissional “, disse Marchese.

Marchese também apontou como relevante o PL 617/19, que permite aos Creas destinar para capacitação profissional e entidades de classe parte da receita líquida obtida com anotações de responsabilidade técnica (ARTs) e com contribuições de associados.

Déficit de mão de obra
Durante o evento na Câmara, Marchese expressou preocupação com o fato de o Brasil não estar formando engenheiros e profissionais da tecnologia suficientes para atender às demandas do mercado.

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Segundo ele, o sistema Confea reúne hoje 1,3 milhão de profissionais, que atuam em mais 395 mil empresas.

“A saída é investir na formação desses profissionais como política pública. Incentivar essa nova geração por meio de investimentos em educação básica, para que eles procurem cursos de engenharia. É preciso ainda que o poder público valorize esses profissionais, se não tivermos perspectiva de uma boa carreira, não adianta. Precisamos também de uma atualização dos cursos de engenharia, que estão obsoletos e precisam ser mais atrativos”, declarou.

Frente parlamentar
A deputada Marussa Boldrin (MDB-GO), que coordena a Frente Parlamentar em Defesa do Confea, destacou que, com 30 prioridades elencadas para 2025, a frente terá um trabalho importante. “Precisamos filtrar esse trabalho para que a gente possa levar às comissões e ao Plenário o que nós vamos fazer agora neste ano legislativo”, disse.

A lista de projetos prioritários para o Confea em 2025 contém ainda:

  • o PL 4309/21 e o PL 3113/23, que tratam de arborização em áreas urbanas;
  • o PL 2315/23, que cria o Programa para a inserção profissional de mulheres na construção civil;
  • o PL 2159/21, que atualiza a legislação ambiental;
  • o PL 2730/23, que criminaliza o exercício ilegal da profissão de engenheiro ou arquiteto;
  • PL 2557/24, que prevê investimentos em prevenção a desastres; e
  • PL 2254/24, qu cria o Programa Nacional de Incentivo para Soluções de Engenharia Natural em Zonas de Risco.
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Veja a Agenda Legislativa completa

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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