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Cleitinho critica licitação de R$ 10 mi da FAB e pedido de prisão de Bolsonaro

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O senador Cleitinho (Republicanos-MG) criticou, em pronunciamento no Plenárionesta terça-feira (2), a licitação da Academia da Força Aérea Brasileira (FAB) que, segundo ele, prevê quase R$ 10 milhões para a compra de alimentos. Entre os itens listados estão sorvetes, doces, bombons, açaí e chicletes. Para o parlamentar, os gastos são incompatíveis com a realidade da população e representam uso indevido de recursos públicos.

— Isso aqui é um murro na cara do povo brasileiro. Tem gente passando fome, sem arroz e feijão, e estão gastando quase R$ 10 milhões com isso. Se fosse no governo do Bolsonaro, do Temer, da Dilma, também estaria errado. Quem paga essa conta é o povo brasileiro, e eu estou aqui para escancarar — afirmou.

Cleitinho também criticou o pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele comparou o caso ao julgamento no STF que pode anular as condenações do ex-ministro Antonio Palocci, réu confesso em investigações da Operação Lava Jato.

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— Lava a boca para falar do Bolsonaro. Essa turma do passado desviou dinheiro público e agora quer voltar para a cena do crime. Que moral tem para pedir a prisão de alguém? Olhem para o histórico de vocês — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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