POLITÍCA NACIONAL
Faro reforça importância estratégica de parcerias do Brasil com Japão e Vietnã
POLITÍCA NACIONAL
Em pronunciamento no Plenário do Senado nesta quarta-feira (2), o senador Beto Faro (PT-PA) registrou a recente agenda internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que incluiu visitas de Estado ao Japão e ao Vietnã. Segundo o parlamentar, os compromissos reforçam o posicionamento do Brasil como um ator relevante na política internacional e ampliam oportunidades comerciais, científicas e diplomáticas para o país.
— Estamos diante de visões de mundo completamente distintas. Nesse cenário, a agenda internacional do Brasil reafirma o seu compromisso com o multilateralismo e a colaboração global — afirmou Faro.
O senador ressaltou que as visitas geraram resultados concretos, como dez acordos bilaterais com o Japão, incluindo temas como transição energética, inovação e infraestrutura, além de tratativas avançadas para a venda de aeronaves da Embraer, no valor estimado de R$ 10 bilhões.
Em relação ao Vietnã, o senador destacou o crescimento expressivo do comércio bilateral, que passou de US$ 534 milhões em 2008 para US$ 7,7 bilhões em 2023, com meta de atingir US$ 15 bilhões até 2030. Foram firmados acordos nas áreas de defesa, meio ambiente e educação, além do fortalecimento da presença brasileira no Sudeste Asiático. Para o parlamentar, a diversificação de mercados reduz a dependência de poucos parceiros comerciais e impulsiona o agronegócio, a indústria e o desenvolvimento tecnológico.
Faro também destacou a relevância do setor agropecuário brasileiro e defendeu o equilíbrio entre as exportações e o abastecimento interno. Ele reforçou a importância de políticas públicas que garantam segurança alimentar à população e sugeriu que medidas como cotas ou taxações sobre exportações sejam avaliadas apenas em casos de risco ao mercado interno.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA MT
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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