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Polícia Militar prende 65 pessoas em flagrante durante deflagração da Operação Refac

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A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu 65 pessoas em flagrante, por crimes diversos, entre os dias 28 a 30 de março deste ano. As ações de reforço do policiamento tático e ostensivo contaram com apoio da Rede de Enfrentamento Tático Contra as Facções Criminosas (REFAC), composta pelos setores de inteligência e unidades especializadas como o Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Forças Táticas e Companhia Independente de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio).

“A Rede de Enfrentamento Tático, instituída pela Polícia Militar, tem como objetivo a atuação em conjunto fortalecendo o combate às facções criminosas em todo o Estado de Mato Grosso, seguindo o programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso e Secretaria de Estado de Segurança Pública”, explica o subchefe de Estado-Maior Geral da PMMT, coronel José Nildo de Oliveira.

No mesmo período, as equipes registraram 185 boletins de ocorrências de naturezas diversas. Outras 65 pessoas foram flagradas com mandado de prisão em aberto. Além disso, 65 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) foram registrados. Os militares apreenderam 27 quilos de entorpecentes, cinco armas de fogo foram retiradas de circulação e dois carros foram recuperados.

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O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, ressaltou o balanço positivo de ações no combate e enfrentamento às facções criminosas em todo o Estado e os importantes investimentos por parte do Governo do Estado à instituição, que está mais fortalecida com novas viaturas, armamentos e equipamentos de última geração para o combate da criminalidade.

“Vivemos um momento único na Segurança Pública de Mato Grosso, em especial na Polícia Militar. Essas ações de combate e enfrentamento às facções criminosas só são possíveis devidos aos investimentos do governador Mauro Mendes e a capacitação dos militares. A PMMT está presente nos 142 municípios por meio dos 15 Comandos Regionais, garantindo e resgatando a sensação de segurança da população”, destacou o coronel Fernando.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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