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Quase 500 quilos de entorpecentes foram incinerados em Alto Araguaia

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Quase 500 quilos de entorpecentes foram incinerados no município de Alto Araguaia (415 km ao sul de Cuiabá). O montante de droga destruído representa mais de R$ 25 milhões de prejuízo para as facções criminosas.

O ato de incineração foi realizado na quinta-feira (27.3), coordenado pela Polícia Civil de Alto Araguaia, e contou com apoio das Polícias Militar, Penal e Rodoviária Federal. Também participaram da incineração presentantes do Ministério Público, Vigilância Sanitária e da Politec.

Essa é a terceira incineração realizada somente neste ano em Alto Araguaia. Somando as duas anteriores já são mais de uma tonelada de droga, como maconha e cocaína, apreendidas na região e que foram destruídas em 2025.

As ações de combate ao tráfico e que resultaram no aumento significativo das apreensões, vem sendo realizada de forma ininterrupta pelas forças de Segurança Pública e fazem parte do Programa Tolerância Zero.

O município de Alto Araguaia, região sul de Mato Grosso, é rota para os traficantes com trajeto do norte do país até a Bolívia, ligando grandes centros urbanos e portos.

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Conforme lei toda a droga apreendida deve ser encaminhada para a Polícia Civil que tem a atribuição de investigar e indiciar os envolvidos, além de ser a responsável por representar no Judiciário o pedido de incineração.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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