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Polícia Civil indicia funcionários de fazenda por abandono de cerca de 50 cães em rodovia

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A Polícia Civil indiciou duas pessoas por maus-tratos e abandono de cerca de 50 cães na MT-486, em Primavera do Leste, em 13 de março.

Os animais foram encontrados em condições precárias de saúde e higiene, configurando a prática dos crimes de maus-tratos a animais, além de abandono.

Os dois indiciados trabalhavam em uma fazenda e atuavam de forma conjunta para retirada dos animais da propriedade. Um dos investigados foi a óbito em razão de infarto.

Os fatos ocorreram no dia 06 de dezembro de 2024. Testemunhas relataram que um caminhão boiadeiro estacionou nas proximidades da rodovia e descarregou os cães, entre machos, fêmeas e filhotes, na pista. Os animais estavam visivelmente debilitados, desnutridos e com sinais evidentes de doenças. Alguns cães apresentavam ferimentos graves e sinais de maus-tratos. Pelo menos, três vieram a óbito por inanição após o abandono.

Assim que acionada sobre os fatos, a equipe da Delegacia de Primavera do Leste iniciou as investigações e, por meio da oitiva de testemunhas e imagens de câmeras de segurança, identificaram dois veículos envolvidos no abandono dos animais, sendo um caminhão boiadeiro e uma caminhonete Toyota Hilux. Os veículos levaram até os motoristas responsáveis pelo abandono dos cães.

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A investigação apontou que um dos suspeitos, que conduzia o veículo no dia dos fatos, era encarregado administrativo de uma fazenda onde estavam os cachorros. Ele também era responsável pelo transporte dos animais até o local onde foram abandonados. O segundo identificado era funcionário da mesma fazenda e foi identificado como a pessoa que participou da retirada dos cães do veículo e sua descarga no local.

Segundo as apurações, o encarregado administrativo foi quem deu a ordem para o outro funcionário recolher os cachorros que estavam na propriedade, supostamente para entregar em um ONG de animais, mas que decidiu abandoná-los na rodovia.

As investigações apontaram ainda que, na fazenda, havia uma comunidade e que os animais eram de pessoas que haviam passado pelo local e depois os deixavam na propriedade.

Diante dos elementos apurados nas investigações, o delegado Eric Fernando de Souza Martins indiciou os dois responsáveis pelo abandono dos animais pelos crimes de maus-tratos a animais, previsto no 32 da Lei nº 9.605/1998. e abandono de animais em propriedade alheia, previsto no art. 164, do Código Penal.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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