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Polícia Civil recupera valor de aposentadoria de idoso que realizou pix por engano

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A Polícia Civil, por meio da 3ª Delegacia de Várzea Grande, conseguiu recuperar o salário de um idoso que fez uma transação bancária via pix, e transferiu a aposentadoria para uma conta bancária equivocada.

A vítima procurou a 3ª Delegacia de Polícia Várzea Grande após não conseguir estornar o valor para sua conta, por recusa da pessoa beneficiada.

Diante das informações relatadas pelo idoso a unidade policial instaurou procedimento de averiguação, e os policiais civis conseguiram recuperam todo o valor transferido pelo idoso via pix erroneamente.

Assim que teve a sua aposentadoria restituída a vítima retornou na 3ª Delegacia de Polícia Várzea Grande, e bastante emocionada agradeceu a equipe pela recuperação do sustento mensal da sua família.

A delegada da 3ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande, Nubya Beatriz Gomes dos Reis, alerta a população que a apropriação de valor de pix recebido por engano é infração penal estabelecida no artigo 169 do Código Penal que trata da apropriação de coisa havida por erro.

Orientação

A 3ª Delegacia de Polícia Várzea Grande orienta que em casos de pix realizado por engano, o primeiro ato que o cidadão deve fazer é procurar a instituição bancária e realizar a reclamação no mecanismo especial de devolução (MED), ou realizar a contestação administrativa.

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O banco pode ser acionado através das centrais de atendimento ou de aplicativos do próprio aparelho celular. Após essas providências a pessoa deverá registrar o boletim de ocorrência na Polícia Civil.

Como funciona

O banco acionará a instituição bancária para qual o valor foi transferido, devendo, imediatamente, bloquear o valor questionado. Depois disso, ambos os bancos analisarão se houve fraude ou não. Constatada a inexistência de fraude, o dinheiro será liberado para o beneficiário.

Os prazos para a vítima estabelecidos pelo Banco Central do Brasil são:

– Registrar o pedido de devolução: 80 dias contados da data em que fez o pix.

– Receber o dinheiro de volta (integral ou parcialmente): 96 horas se houver disponibilidade na conta bancária beneficiada.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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