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Polícia Civil prende golpista que comercializava supostos veículos disponíveis no pátio da Semob

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Um homem que aplicava golpes na comercialização de veículos, supostamente disponíveis no pátio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na tarde desta quinta-feira (13.3), durante investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA).

Para aplicar os golpes, o suspeito convencia vítimas a realizar pagamentos via Pix sob a promessa de intermediar a aquisição dos veículos. No momento da prisão, ele tentava concluir mais uma negociação fraudulenta, quando foi surpreendido pelos policiais da especializada.

A prisão do estelionatário ocorreu após os policiais da DERFVA receberem informações de que uma pessoa teria ido até o pátio da Semob, procurando por um suposto funcionário para retirada de uma motocicleta, que havia negociado com ele.

Com avanço das investigações, os policiais conseguiram identificar e chegar até o suspeito, que foi flagrado no momento em que fazia a negociação com outra vítima. Questionado, ele não apresentou nenhum documento que comprovasse que ele era funcionário, representante ou advogado da Semob e que o autorizasse a fazer a negociação dos veículos.

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As investigações da DERFVA apontaram ainda que o suspeito tem histórico criminal, já tendo sido alvo da Operação Lux, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) em 2018.

Na ocasião, ele foi identificado como integrante de uma quadrilha especializada em anunciar falsamente veículos de luxo na internet, induzindo vítimas a realizar pagamentos sem jamais receber os bens adquiridos. O grupo aplicou golpes em diversas pessoas no estado e em outras regiões do país.

Diante da situação de flagrante e da reiteração criminosa, o investigado foi conduzido à DERFVA, onde, após ser interrogado pelo delegado Maurício Maciel Pereira Júnior, foi autuado em flagrante por estelionato, sendo representado pela decretação da sua prisão preventiva. O procedimento será encaminhado à Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes de Cuiabá para continuidade das investigações.

“A população deve estar atenta e sempre verificar a procedência dos veículos antes da compra, buscando informações sobre o vendedor e evitando pagamentos antecipados sem a devida garantia”, disse o delegado.

Denúncias e informações sobre esse tipo de crime podem ser repassadas anonimamente pelo disque denúncia 197, da Polícia Civil.

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Fonte: Governo MT – MT

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CPI da Saúde quer perícia técnica sobre invasão cibernética que atingiu a SES

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Três meses após a ocorrência de um ataque cibernético que comprometeu sistemas e provocou a perda de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o caso passou a ser alvo de questionamentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Tanto que o presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), nesta quarta-feira (3), apresentou requerimento ao governo do estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão tecnológica da administração estadual, para prestar esclarecimentos.

O parlamentar quer acesso a informações detalhadas sobre a invasão hacker anunciada pelo governo, as medidas adotadas para contenção dos danos, os sistemas atingidos e os procedimentos de proteção e recuperação dos dados comprometidos. Segundo ele, a gravidade do episódio exige total transparência por parte dos órgãos envolvidos. “Essa CPI é importantíssima para revelar omodus operandidos crimes que aconteceram, especialmente durante a pandemia, dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Essa pasta movimentou, nos últimos sete anos, quase R$ 30 bilhões. Os trabalhos da CPI avançam cada vez mais”, afirmou.

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O deputado também relacionou o episódio ao momento em que a comissão intensifica as investigações sobre a gestão da saúde pública estadual. Para ele, o fato da invasão ter ocorrido após a instalação da CPI levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos.

 “Nós estamos colocando o dedo em uma secretaria que foi malconduzida nos últimos sete anos, onde houve malversação de recursos públicos em quantidades gigantescas. Os trabalhos da CPI avançam e coisas impressionantes começam a acontecer. Queremos saber sobre a destruição destes materiais por hackers. Vamos pedir uma perícia técnica federal neste assunto. Destruíram acervo e arquivos importantíssimos, coincidentemente logo após a Assembleia Legislativa ter instalado sua comissão”, declarou.

A perícia técnica, segundo o parlamentar, seria feita para apurar as circunstâncias da invasão e avaliar a extensão dos prejuízos causados ao patrimônio documental e aos bancos de dados da Secretaria de Saúde. “Esse é um fato gravíssimo, pois depois de três meses somente agora veio a informação sobre essa invasão. Nós não vamos parar, não vamos nos intimidar com os obstáculos e com as pedras neste caminho. Não tem sido fácil e nós sabíamos que não seria. Não é fácil esse trabalho, mas nós vamos prosseguir”, completou.

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O deputado também voltou a criticar a condução administrativa da SES nos últimos anos. Segundo ele, apesar da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual, em maio de 2019, com o objetivo de reduzir pagamentos por indenização, a prática continuou sendo utilizada de forma recorrente. “Foi assinado um TAC para colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. Mas aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações e evita utilizar o instituto da dispensa de licitação”, comentou.

Operação Espelho –Dando continuidade aos trabalhos investigativos, a CPI da Saúde receberá, na tarde desta quarta-feira (3), às 14 horas, os delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan. Eles foram responsáveis pela condução da Operação Espelho deflagrada em 2021 para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.

 



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