POLÍCIA
Polícia Civil realiza operação para apurar assassinato e ocultação de cadáver em Rondonópolis
POLÍCIA
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Rondonópolis (DHPP/ROO), deflagrou na manhã desta quinta-feira (6.3), a Operação Dejanira, visando dar cumprimento a quatro ordens de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária em Alto Garças e Rondonópolis (365 e 220 km de Cuiabá respectivamente).
A operação apura a morte de Diogo Alves Pereira, 33 anos, assassinado em novembro de 2023, em Rondonópolis, quando foi levado até uma região conhecida como Escondidinho, onde passou por um “Tribunal do Crime”, foi “julgado” e morto por integrantes de uma facção criminosa.
Os alvos da operação desta quinta-feira responderão pelos crimes de homicídio, organização criminosa e ocultação de cadáver, visto que o corpo de Diogo não foi localizado até o momento.
Os presos na operação foram encaminhados à Penitenciaria Major Eldo de Sá, onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário. A operação contou com o apoio da Delegacia de Alto Garças.
Operação Dejanira
O nome da operação, Dejanira, tem origem na mitologia grega, na história de Traquínias, de Sófocles, onde Dejanira, esposa de Héracles (Hércules), tenta recuperar o amor do marido, que se apaixonou por outra mulher. Ela envia a Héracles uma túnica embebida no sangue do centauro Nesso, acreditando que isso o fará amá-la novamente. No entanto, o sangue é venenoso e causa a morte agonizante de Héracles.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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