MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros pede cautela a banhistas neste feriadão de Carnaval
MATO GROSSO
Com a chegada do feriado prolongado de Carnaval, em que muitas pessoas buscam ambientes aquáticos para momentos de lazer, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) reforça o alerta para que banhistas redobrem a atenção ao frequentar piscinas, lagos e rios no Estado.
Neste período festivo, o grande fluxo de pessoas e a distração podem aumentar os riscos de afogamentos e outros acidentes aquáticos. Por isso, é essencial manter a atenção, pois a maioria dos afogamentos podem ser evitados com medidas simples de prevenção.
O subtenente BM Nei Ramão de Sena Santos, do 5º Comando Regional de Bombeiros Militar (5º CRBM), destacou algumas orientações fundamentais para que os banhistas aproveitem os momentos de lazer com segurança.
Embora cada ambiente aquático tenha características e regras específicas, algumas recomendações são universais para minimizar os riscos e evitar tragédias. A principal delas é respeitar as sinalizações e normas de segurança dos locais, pois elas indicam as áreas mais seguras para o banho.
Outro ponto importante é nunca nadar sozinho. Estar sempre acompanhado permite que alguém possa pedir ajuda em caso de necessidade. Quando se trata de crianças, a supervisão deve ser redobrada, evitando deixá-las desacompanhadas próximas à água.
Para os adultos, recomenda-se evitar o consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar na água, já que o álcool pode comprometer a coordenação motora, a capacidade de julgamento e a percepção dos perigos, aumentando o risco de acidentes e afogamentos.
“É importante evitar brincadeiras perigosas, como empurrões e saltos em locais desconhecidos, pois podem resultar em afogamentos. Além disso, evite entrar na água após ingerir bebidas alcoólicas, pois isso compromete os reflexos e pode ser fatal. Mantenha as crianças sempre por perto, sempre sob sua supervisão, e utilize colete salva-vidas”, reforçou o subtenente.
O Corpo de Bombeiros Militar também orienta que, em caso de emergência, os banhistas evitem tentativas de resgate por conta própria e acionem imediatamente o telefone 193. As atitudes responsáveis fazem toda a diferença para garantir um Carnaval seguro e sem tragédias.
“O melhor Carnaval é aquele que termina bem. Curta com responsabilidade e, em caso de emergência, acione o Corpo de Bombeiros Militar pelo número 193”, finalizou o subtenente.
Confira o vídeo orientativo elaborado pelo Corpo de Bombeiros Militar.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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