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Agronegócio enfrenta desafios climáticos e busca soluções sustentáveis

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As altas temperaturas registradas nos últimos dias têm impactado lavouras de soja, milho e arroz na Região Sul do Brasil, além de plantações de café e frutas no Sudeste. A cada safra, os efeitos das mudanças climáticas se tornam mais evidentes, exigindo que o setor agropecuário adote estratégias para minimizar as perdas e garantir a produção de alimentos.

Diante desse cenário, práticas de manejo sustentável ganham destaque como alternativa para reduzir os impactos do clima sobre a agricultura. A diversificação de culturas e a implementação de sistemas agroflorestais são apontadas como soluções viáveis, contribuindo para a conservação do solo, o uso eficiente da água e a proteção contra pragas e doenças. Modelos que combinam espécies agrícolas e árvores podem proporcionar um microclima mais favorável ao desenvolvimento das culturas, além de garantir maior resiliência diante das variações climáticas.

Além das técnicas agrícolas, especialistas defendem a adoção de políticas públicas que incentivem a captação e o armazenamento de água, bem como o uso de energias renováveis no campo. Essas iniciativas podem fortalecer a autonomia dos produtores, especialmente da agricultura familiar, permitindo que se adaptem melhor às condições climáticas extremas.

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A preocupação com a preservação das espécies nativas também é crescente. Algumas plantas endêmicas, antes consideradas altamente resistentes à seca, estão apresentando dificuldades de adaptação às mudanças climáticas. A redução da incidência de determinadas espécies reforça a necessidade de estratégias de reflorestamento e conservação ambiental como forma de proteger os biomas brasileiros.

O setor agropecuário segue atento a essas transformações e busca soluções que conciliem produtividade e sustentabilidade. O compromisso com o uso responsável dos recursos naturais e a valorização das comunidades rurais são fundamentais para garantir a segurança alimentar e a competitividade do agronegócio brasileiro no longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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