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Sejus participa de encontro sobre governança dos Comitês de Políticas Penais no Brasil

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Gestores das Secretarias de Justiça de estados brasileiros se reuniram, nesta quarta-feira (26.2), em Brasília, no encontro sobre governança dos Comitês de Políticas Penais no Brasil.

O evento, promovido pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, debate o fortalecimento dos comitês como instâncias estratégicas de governança, implementação e monitoramento das políticas penais nos Estados e no Distrito Federal, conforme as diretrizes do Plano Nacional Pena Justa.

Em Mato Grosso, o comitê foi criado em dezembro do ano passado, junto com a criação da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), dentro do programa Tolerância Zero, lançado pelo Governo de Mato Grosso, para combater as facções criminosas no Estado.

O encontro serviu para debater como os comitês estaduais poderão construir e implementar as diretrizes do Plano Nacional para o Enfrentamento do Estado de Coisas Inconstitucional nas Prisões Brasileiras, elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pelo Conselho Nacional de Justiça, que reúne medidas para combater e reverter violações de direitos humanos nos presídios brasileiros.

O secretário de Justiça de Mato Grosso, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, reforçou que Mato Grosso já vem trabalhando diversas melhorias estruturais do Sistema Penitenciário, destacando a ampliação em mais de 7,7 mil vagas, o que dobrou a capacidade instalada das unidades prisionais, e o programa Tolerância Zero como uma das estratégias de segurança no enfraquecimento das facções criminosas.

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“Avançamos muito na execução da alimentação dos reeducandos, políticas laborais e aumentamos os índices de reeducandos estudando e que chegam ao ensino superior. Em 2024, apenas por cursos profissionalizantes, se qualificaram mais de 3,4 mil reeducandos”, enfatizou Vitor Hugo.

O procurador do Estado, Daniel Gomes, explicou que a tarefa final do comitê será a formação de um plano estadual de política penal e apontou que o encontro foi importante para tomar conhecimento de como os demais Estados do país estão em relação a esse planejamento.

“Há Estados que estão bem mais atrasados na adesão ao plano nacional, que sequer tem comitê, e outros mais avançados. Percebemos que há um espaço normativo e administrativo para que adaptações sejam feitas nessa diretriz nacional para adequações em relação às circunstâncias próprias da administração penitenciária de Mato Grosso. Cada Estado tem seus dilemas próprios que precisam ser contemplados. Então, a participação da Procuradoria Geral do Estado se dá nesse ponto de auxiliar a Sejus e o comitê na construção do plano para melhoria do ambiente prisional do Estado”, comentou.

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O encontro em Brasília reuniu especialistas do Ministério da Justiça, do Conselho Nacional de Justiça, de professores especialistas nas áreas de criminologia e políticas penais e de policiais penais.

Plano Pena Justa

O plano Pena Justa prevê 51 ações e 306 metas, a serem cumpridas e implementadas até 2027, para combater a superlotação, melhorar a infraestrutura, fortalecer a reintegração social e garantir a continuidade das mudanças no sistema prisional brasileiro.

A Matriz de Implementação do Plano Nacional orienta a construção dos planos estaduais e distrital e está distribuída em quatro eixos: controle da entrada e das vagas do sistema prisional; qualidade da ambiência, dos serviços prestados e da estrutura prisional; processos de saída da prisão e reintegração social e políticas de não repetição do estado de coisas inconstitucional no sistema prisional.

Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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