POLÍCIA
Polícia Civil localiza três corpos enterrados perto de rio em Rondonópolis
POLÍCIA
A equipe da Delegacia de Homicídios de Rondonópolis localizou, nesta quarta-feira (12.2), três corpos enterrados em uma área de mata na região da Vila Goulart, próxima ao Rio Vermelho.
As vítimas estavam em avançado processo de decomposição e uma delas tinha pés e mãos atados. Próximos aos corpos foram encontrados calçados e roupas.
As buscas contaram com apoio do Corpo de Bombeiros de Rondonópolis, que utilizou um cão farejador. O local foi periciado pela equipe da Politec.
A equipe da Polícia Civil chegou ao local durante as investigações para apurar o desaparecimento de Policarpo Pereira Alves, de 38 anos. A vítima desapareceu no dia 13 de dezembro do ano passado, no bairro Jardim Primavera, após sair de casa dizendo que ia à farmácia. A mãe da vítima contou que o filho saiu de motocicleta e, desde então, não deu mais notícias ou atendeu ao telefone.
Os corpos localizados foram encaminhados ao IML de Rondonópolis para a realização dos exames periciais de necropsia, para apurar a causa e o período em que as vítimas foram mortas, além da identificação necropapiloscópica.
A Delegacia de Homicídios trabalha com a hipótese de que as vítimas tenha sido mortas por uma facção criminosa. A investigação reunirá outras informações e aguardará os exames periciais para identidades das vítimas e se são pessoas que estavam desaparecidas em Rondonópolis.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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