ESPORTES
Hulk brilha com dois gols e Atlético-MG vence clássico contra o Cruzeiro
ESPORTES
Com dois gols de Hulk, o Atlético-MG venceu o Cruzeiro por 2 a 0 neste domingo, no Mineirão, em clássico válido pela sétima rodada do Campeonato Mineiro. O atacante alvinegro foi o grande destaque da partida, não só pelos gols, mas também pela provocação à torcida rival antes do jogo, que, segundo ele, foi uma “profecia”.
Hulk abriu o placar no primeiro tempo e ampliou na etapa final, garantindo a vitória atleticana diante de mais de 60 mil torcedores, a maioria cruzeirenses. Em entrevista após o jogo, o atacante celebrou o triunfo e explicou sua comemoração.
“Eu profetizei e Deus me abençoou, eu falei que iria fazer dois hoje”, disse Hulk, referindo-se ao sinal que fez com os dedos em direção à torcida do Cruzeiro antes da partida. “A torcida começou a me xingar e pegar no meu pé, e eu falei que iria fazer dois gols hoje. Deus me abençoou”, completou.
O atacante admitiu que não tinha certeza de que marcaria dois gols, mas afirmou que estava confiante para o clássico. “Claro que eu não sabia que iria fazer os dois gols, mas estava muito confiante para esse jogo, Deus abençoou minhas palavras e eu consegui fazer os dois gols que valeram os três pontos, então acho que consegui ler antes do jogo”, explicou.
Elogios ao coletivo e foco na classificação
Hulk também destacou o trabalho coletivo do Atlético-MG e elogiou a equipe técnica, liderada por Cuca. “A vitória é do coletivo pelo excelente trabalho que fizemos”, disse. “Parabenizar toda a nossa equipe técnica que conseguiu fazer uma ótima preleção. O Cuca é um cara muito experiente nesse aspecto, então deixou todo mundo motivado e leve para esse jogo”.
O atacante reconheceu a dificuldade do jogo, principalmente pela atmosfera no Mineirão. “Não era fácil jogar aqui contra o Cruzeiro, nosso maior rival, com um grande time que tem, um dos que mais investiu esse ano e diante de mais de 60 mil pessoas, não é fácil para nós. Mas a equipe mostrou maturidade, mantivemos a cabeça no lugar e fizemos um ótimo trabalho coletivo, e quando fazemos isso bem feito, o individual acaba se destacando”, avaliou.
Com a vitória, o Atlético-MG chegou aos 13 pontos, mesma pontuação do líder Tombense. Para garantir a primeira colocação na fase de classificação, o Galo precisa vencer o Itabirito na próxima quarta-feira e torcer por um tropeço do Tombense contra o Villa Nova.
Fonte: Esportes
ESPORTES
Ex-jogadoras da seleção de futebol incentivam alunas em escolas do Rio
Na escola municipal Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, o campo de futebol estava ocupado apenas por garotas, na tarde da última quarta-feira (21). Eram quatro times disputando um minitorneio, sob olhares de ex-jogadoras da seleção brasileira. Meninos, só na arquibancada.
A atividade fez parte da abertura do programa Pioneiras nas Escolas, que leva craques de décadas passadas para escolas da rede pública de ensino da cidade.
Antes da disputa no campo, mais de 100 alunas lotaram um auditório para ouvir, fazer perguntas e tirar fotos com as ex-jogadoras Marisa Pires, Maria Lúcia Lima e Marilza Martins. Ou como elas ficaram conhecidas: Caju, Fia e Pelezinha.
Além de ouvir histórias de motivação e curiosidades, as alunas ficaram sabendo de dificuldades, como o machismo e preconceito enfrentados pelas ex-jogadoras, que alcançaram o feito de vestir a camisa amarelinha da seleção poucos anos depois de o esporte deixar de ser proibido para mulheres.
De 1941 a 1979, o futebol era vetado às garotas, com base no Decreto-Lei 3.199, que restringia a participação de mulheres em esportes considerados incompatíveis com sua natureza.
Proibição que surpreende a estudante Nicoly Melo, de 12 anos. “Por que não podiam?”, perguntou ela, sem parecer acreditar.
Liberado em 1979, o esporte foi regulamentado apenas em 1983. A primeira seleção brasileira só viria a disputar uma competição experimental em 1988, na China.
A primeira Copa do Mundo feminina aconteceu três anos depois, também na China. Nas Olimpíadas, o esporte disputado pelas mulheres estreou em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos.
Preconceito
Fia, hoje com 62 anos, contou que havia muito machismo na época e que enfrentava o preconceito confiando na própria habilidade.
“Sempre joguei com menino. Tinha talento. Não queria saber de machismo”, relatou às alunas a ex-atleta.
Fia ficou cinco anos na seleção, foi tricampeã continental e disputou a primeira Copa e a primeira olimpíada.
A ex-zagueira Caju, de 60 anos, ficou na seleção de 1988 a 1999, com um retrospecto de 43 jogos e 34 vitórias. Respondendo a uma das alunas sobre os “maiores absurdos que ouviu”, ela relembrou que recebeu provocações machistas enquanto estava em campo. “Vários torcedores diziam que mulher não servia para jogar futebol”, reproduziu.
“Aquelas palavras mexiam com nosso ego, e a gente queria, mais e mais, mostrar que mulher sabe jogar futebol”, completou a atual árbitra de partidas.
O Pioneiras nas Escolas é coordenado pela também ex-jogadora da seleção Duda Luizelli, que vestiu ainda a camisa do Internacional, de Porto Alegre, e de Milan e Verona, times da Itália.
Para ela, o projeto mostra que mulheres devem acreditar em suas capacidades, sempre com foco nos estudos.
“O estudo é muito importante porque, mesmo quem for ser atleta, jogadora de futebol, de vôlei, de basquete, terá uma carreira muito curta. Com 38, 39 anos, acabou a nossa carreira e nós temos que dar uma continuidade”, disse a bicampeã sul-americana.
Educação e esporte
A Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro é parceira do projeto. Desde 2012, a escola Juan Antonio Samaranch é classificada pela prefeitura como Ginásio Experimental Olímpico (GEO), no qual o ensino integral é permeado por incentivo a práticas esportivas.
A escola tem cerca de 600 estudantes de 11 a 15 anos. Além de professores, a unidade conta com treinadores de 19 modalidades esportivas. Segundo a prefeitura, o projeto iniciado durante a preparação da Rio 2016 é um legado olímpico. Atualmente o Rio tem 12 GEOs.
A coordenadora de Projetos Integradores da SME, Caroline Guedes, destaca que o Pioneiras nas Escolas tem relação com a preparação do Rio de Janeiro para ser uma das oito cidades-sedes da Copa do Mundo feminina, que ocorrerá entre junho e julho de 2027.
“É muito importante que a gente já esteja se preparando para esse momento e, mais do que isso, se preparando dentro do nosso primeiro ginásio olímpico, que é muito importante para nossa rede”.
Aluna do 9º ano, Letícia Pereira, de 15 anos, diz que é “um privilégio” receber as ex-jogadoras na própria escola.
Ela considera que a experiência, em uma escola já marcada pelo incentivo ao esporte, é “meio caminho andado para as alunas por mostrar que o esporte também dá futuro, sim”.
A estudante afirmou que será presença garantida em jogos da Copa no ano que vem: “Meu pai me leva lá, eu fico lá torcendo”, disse à Agência Brasil .
-
ESPORTES7 dias atrásPrêmio TV Brasil Petrobras Para Elas anuncia finalistas à revelação
-
POLITÍCA NACIONAL7 dias atrásAndré Janones é internado na UTI por problema cardíaco após debate da Band
-
POLÍCIA7 dias atrásPolícia Militar prende homem suspeito por tentativa de homicídio e violência doméstica
-
POLÍTICA MT7 dias atrásJúlio Neto rebate Ananias e acusa presidente do PL de ingratidão com família Campos
-
POLÍCIA6 dias atrásPolícia Militar prende dupla e recupera veículos e arma roubados de residência
-
POLÍTICA MT7 dias atrásMax celebra inauguração do primeiro free shop de MT
-
ESPORTES5 dias atrásPrêmio TV Brasil Petrobras Para Elas anuncia finalistas entre goleiras
-
ESPORTES7 dias atrásAtletas de Livramento embarcam para Foz do Iguaçu para disputar os Jogos da Juventude CAIXA 2026


