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Novo líder do PDT quer relação respeitosa com governo e acompanhar reforma tributária

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O novo líder do PDT na Câmara dos Deputados, deputado Mário Heringer (PDT-MG), afirmou que a “prioridade das prioridades” do partido em 2025 é colocar-se na “posição certa e respeitosa que merece” diante do governo federal.

“Somos um partido com 18 deputados, da base do governo, mas nem sempre somos tratados como tal. Acho que nosso papel é trabalhar com o governo para que responsabilidades e parcerias possam ser feitas de maneira efetiva, [em um caminho] de mão dupla”, destacou.

Heringer disse ainda que o PDT deve acompanhar o processo de transição da reforma tributária, segundo ele, “um avanço para o Brasil”, e ainda questões ligadas ao meio ambiente. “A área ambiental é muito importante. Nós estamos destruindo esse planeta.”

Por fim, o líder ressaltou que o partido deverá continuar focando em pautas tradicionais da legenda, como trabalho, educação, saúde e segurança pública. “A segurança pública não é um problema da Direita, é uma pauta nossa, do Brasil, dos brasileiros” concluiu.

Questionado sobre a relação com o novo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, Heringer disse que o perfil tranquilo e de diálogo de Motta vai facilitar o trânsito dele dentro do Legislativo na relação com o Executivo e o Judiciário.

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Heringer está no sexto mandato na Câmara dos Deputados.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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