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Polícia Civil cumpre prisões de suspeitos de executarem homem em Castanheira no final de dezembro

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Policiais civis da Delegacia de Juína cumpriram, na segunda-feira (3.2), mandados judiciais contra investigados por um homicídio ocorrido no final de dezembro passado, no município de Castanheira, região noroeste de Mato Grosso.

A vítima, identificada como Vanderson Ferreira da Costa, conhecido como “Tota”, de 26 anos, foi encontrada morta em uma estrada do município de Castanheira, a sete quilômetros da cidade, no dia 29 de dezembro. Ele tinha mãos e pés amarrados, além de um grande corte no pescoço.

Após análise de imagens de videomonitoramento e relato de testemunhas, a equipe policial chegou à identificação dos autores do homicídio. A vítima foi morta por supostamente ter dívida de drogas com a facção responsável pelo tráfico em Castanheira, liderada por um dos investigados.

Nesta segunda-feira, a equipe policial cumpriu os mandados de prisão contra um dos criminosos, responsável em atrair a vítima à cidade onde ocorreu o crime. O segundo mandado de prisão foi de outro envolvido no crime que já estava detido por tráfico e integração de organização criminosa no Centro de Detenção Provisória de Juína. Outros dois responsáveis pela execução de Vanderson estão foragidos e seguem sendo procurados.

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O delegado Ronaldo Binoti Filho explica que, com a conclusão das investigações sobre a execução de Vanderson, a Polícia Civil concluiu o último inquérito sobre crimes de homicídio ocorridos nas cidades de Juína e Castanheira.

“Todos os crimes contra a vida foram devidamente elucidados e cerca de 40 criminosos ligados às execuções estão indiciados e presos”, pontuou o delegado, acrescentando que o trabalho repressivo e ações preventivas colaboraram para reduzir os homicídios na região quando comparados ao ano de 2023.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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