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Sérgio Ricardo e Abílio Brunini debatem soluções para inclusão na Educação e déficit escolar na Capital

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Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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Conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo, recebeu o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, em seu gabinete, nesta quarta-feira (29). Clique aqui para ampliar.

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, e o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, debateram a criação de auxílio financeiro para famílias de alunos com deficiência, que poderão contratar diretamente cuidadores especializados (CADs). Em reunião nesta quarta-feira (29), também foi apresentada proposta de parceria com escolas privadas para a redução do déficit de vagas nas escolas municipais, que segundo a prefeitura é superior a 4 mil.

O Tribunal vai analisar a viabilidade destas alternativas e os resultados que vão auxiliar outros municípios do estado. “Há bastante tempo o Tribunal vem estudando a questão dos cuidadores. Entendo essa proposta como uma inovação e vamos levar essa sugestão para a nossa mesa técnica, porque ela pode solucionar rapidamente o problema da falta de cuidadores e dobrar o número de profissionais”, afirmou Sérgio Ricardo. 

Segundo Abílio, a ideia é que, a partir de 2026, o valor do auxílio, inicialmente previsto para R$ 3 mil, garanta que as famílias de alunos com deficiência possam escolher os profissionais que acompanharão seus filhos nas salas de aula. Atualmente, a prefeitura gasta cerca de R$ 3.800 por CAD.  “É uma ação que nós queremos fazer para o próximo ano, mas precisamos desenvolver esse projeto junto ao Tribunal de Contas”, explicou.  

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A proposta também considera o vínculo entre alunos e cuidadores, que deverão ser devidamente capacitados e credenciados na Secretaria Municipal de Educação (SME). “Esse cuidador poderá, no futuro, ser até um próprio membro da família, caso a família assim decidir. Sabemos que para uma criança autista, por exemplo, o vínculo é muito importante e pode ajudar no desenvolvimento”, acrescentou o prefeito. 

Para este ano, os CADs já estarão nas salas de aula a partir do dia 3 de fevereiro, quando começa o ano letivo. O atendimento foi assegurado por meio de contrato emergencial firmado com a empresa terceirizada Costa Oeste, o que, de acordo com Brunini, garantiu economia de R$ 5 milhões ao ano aos cofres públicos. 

Com relação à insuficiência de vagas na rede municipal, a Prefeitura pretende alocar os alunos em escolas privadas, que receberão em troca o abatimento de impostos pagos ao município. O tema também será debatido pelo TCE. “Isso pode colocar imediatamente as crianças dentro de sala de aula. Nenhum gestor pode deixar a criança fora da sala de aula e entendo que essa é uma solução inovadora”, pontuou o presidente.  

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Transparência e capacitação 

 Além das questões educacionais, o encontro também abordou a situação financeira da Capital, classificada pelo prefeito como preocupante. “Às vezes, para resolver a situação, precisamos adotar medidas emergenciais. E, para isso, gostaríamos de uma participação constante no Tribunal de Contas na aplicação dessas soluções, para que não tenhamos problemas posteriormente”, destacou. 

Sérgio Ricardo, por sua vez, destacou que já no início de janeiro solicitou um relatório detalhado da situação das prefeituras do estado. O diagnóstico leva em consideração a renovação de 47,2% das gestões municipais.  “Estaremos junto com a Prefeitura de Cuiabá para solucionar essas dificuldades que o prefeito Abílio encontrou, que são dificuldades que a maioria dos prefeitos de Mato Grosso também estão encontrando.” 

Durante a reunião, também foi discutida a formação de mais de 300 fiscais de contrato que atuam na administração municipal. No ano passado, uma série de qualificações voltadas a este público foi oferecida pelo TCE-MT, que ampliará as capacitações em 2025. “Nossos profissionais estão à disposição da Prefeitura de Cuiabá e de todos os municípios que necessitarem desse suporte”, reforçou o presidente.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br

Fonte: TCE MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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