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Qualidade dos grãos e incertezas no mercado pressionam preços

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De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o avanço da colheita da primeira safra de feijão no Brasil tem enfrentado desafios relacionados à qualidade dos grãos. O Cepea, que realiza pesquisas sobre a economia agrícola no país, aponta que, devido às chuvas fortes em importantes regiões produtoras, muitos lotes apresentam defeitos e manchas, o que tem afetado a qualidade do produto. Como resultado, há uma oferta maior de grãos de qualidade inferior e uma oferta restrita de lotes de boa qualidade. Isso tem pressionado os preços, que seguem variando a cada dia.

A situação é preocupante para o setor, especialmente porque o uso de câmaras frias para armazenamento de feijão tem aumentado. Isso gera receio entre os empacotadores, que temem que, em algum momento, grandes volumes de feijão armazenado sejam liberados repentinamente no mercado, o que poderia afetar os preços de maneira imprevisível. Além disso, novos produtores estão entrando no mercado, o que gera ainda mais incertezas, pois muitos deles nunca haviam cultivado feijão antes e podem não ter a experiência necessária para lidar com as demandas do setor.

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Segundo o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe), a colheita de feijão-carioca na região dos Campos Gerais do Paraná, que inclui cidades como Castro e Ponta Grossa, já foi praticamente concluída. Isso tende a diminuir a pressão sobre o mercado, pois as fontes de abastecimento dessa região estão se esgotando. Com isso, a oferta de feijão pode ser alterada, o que vai impactar a dinâmica de preços nas próximas semanas.

Além desses desafios imediatos, o mercado de feijão também enfrenta questões de longo prazo. Há receio de que as recentes declarações sobre uma possível queda nos preços dos alimentos possam desestimular o plantio de feijão nas próximas safras. Se os preços não forem adequados para cobrir os custos de produção, isso pode comprometer a oferta futura, gerando um cenário de alta nos preços no próximo ciclo. Para o setor, é fundamental que o mercado se mantenha equilibrado, com preços que estimulem a produção e garantam a sustentabilidade do cultivo de feijão no Brasil.

Portanto, o momento é de cautela. Empacotadores e produtores precisam estar atentos à oscilação dos preços e à qualidade dos grãos, além de buscar formas de garantir uma produção estável e competitiva. O setor agropecuário deve continuar monitorando de perto o cenário econômico e as políticas públicas para garantir que o mercado de feijão siga equilibrado e sustentável nos próximos ciclos.

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Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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