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Produção de soja no Nordeste deve crescer 7,5%, aponta Conab

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê um aumento significativo na produção de soja no Nordeste brasileiro, com incremento de 7,5% em comparação ao ciclo anterior. A estimativa é que a safra alcance quase 17 milhões de toneladas, consolidando a região como um importante polo agrícola no país.

A Bahia lidera as projeções de crescimento, com expectativa de colher 8,27 milhões de toneladas, um avanço de 10,6% em relação à temporada passada. Apesar do excesso de chuvas que marcou o início deste ano, as condições das lavouras na região oeste do Estado são consideradas muito boas.

A produtividade pode atingir até 70 sacas por hectare, segundo estimativas locais. Até o momento, 3% da área cultivada já foi colhida, um ritmo mais acelerado em comparação ao mesmo período do ano passado, quando apenas 0,1% havia sido colhido.

No Maranhão, outro grande produtor de soja do Nordeste, as perspectivas também são positivas. Após um início de plantio marcado por chuvas irregulares, a umidade excessiva registrada desde janeiro tem favorecido o desenvolvimento das lavouras.

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A colheita, prevista para começar no início de fevereiro, deve alcançar uma produtividade média de 58 sacas por hectare. A produção total do Estado está estimada em 4,67 milhões de toneladas, um aumento de 6,2% em relação à safra anterior.

Os resultados reforçam o papel estratégico do agronegócio nordestino no cenário nacional, com a soja despontando como um dos principais produtos da pauta agrícola. A expectativa é de que o setor continue avançando, impulsionado por condições climáticas favoráveis e investimentos em tecnologia e manejo sustentável.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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