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Investigado por tentativa de feminicídio contra ex-companheira é preso pela Polícia Civil

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Policiais da Delegacia de Sorriso cumpriram, nesta terça-feira (21.1), a prisão de um homem de 42 anos por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira. O crime foi registrado na semana passada, quando o investigado foi atrás da vítima, mesmo ela tendo uma medida protetiva, e tentou atacá-la com uma faca.

O crime ocorreu na noite de 15 de janeiro. O criminoso só não conseguiu atingir a ex-companheira, de 27 anos, porque testemunhas que estavam no local reagiram contra o agressor.

Ao ser atendida no Núcleo de Vítimas de Violência Doméstica, a vítima declarou que tem uma medida protetiva que impede que o investigado se aproxime dela. Inclusive, ele já havia sido preso anteriormente por descumprir a determinação judicial e que é monitorado por tornozeleira eletrônica.

Durante as diligências sobre a tentativa de feminicídio, a equipe policial apurou que a vítima estava na distribuidora de bebidas, acompanhada de amigos, quando o investigado chegou, tomou o celular da vítima e a ameaçou verbalmente, dizendo que ela não ligaria para a polícia. Em seguida, arremessou uma lata de cerveja contra ela. Um amigo da vítima convenceu o suspeito a devolver o aparelho e ele foi embora.

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Contudo, o investigado foi novamente à distribuidora, armado com a faca, e gritou que mataria a vítima. Para garantir a segurança dela, os amigos a guiaram para dentro do estabelecimento para impedir o acesso do suspeito. Posteriormente, ele mandou mensagens à vítima exigindo que ela retirasse a medida protetiva contra ele.

A Polícia Civil apurou ainda o histórico de agressões do suspeito durante o relacionamento com a vítima, entre elas quando ele tentou agredi-la, também com uma faca, o que resultou na separação do casal. Apesar de tê-lo bloqueado nas redes sociais, a vítima contou que o ex-companheiro continuou a persegui-la.

Em 2024, ele foi preso pelos crimes de descumprimento de medidas protetivas de urgência, injúria e dano contra a vítima. Em estado de embriaguez, o investigado foi à casa da vítima e como ela não o atendeu, ele danificou um veículo.

A delegada Jéssica Assis destacou que as oitivas e outras informações coletadas durante a apuração demonstram de forma inequívoca a percepção de risco à vida da vítima.

“No caso em tela, o investigado é claramente envolvido em crimes de natureza grave contra a vítima. A materialidade dos delitos está demonstrada por depoimentos das testemunhas, imagens, vídeos e o relato da própria vítima, que descrevem com riqueza de detalhes as investidas violentas do acusado”, pontuou a delegada ao requerer a prisão preventiva do autor das agressões.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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