POLÍCIA
Polícias Civil e Militar desarticulam ponto de distribuição de drogas em Matupá
POLÍCIA
Um ponto de distribuição de entorpecentes em Matupá foi desarticulado em ação conjunta da Polícia Civil e Polícia Militar, realizada na tarde de terça-feira (07.01), no município. A ação resultou na apreensão de diversas porções de entorpecentes, entre maconha, pasta base e cocaína, e de apetrechos relacionados ao tráfico.
Uma mulher de 55 anos foi presa em flagrante por tráfico de drogas. Um jovem de 22 anos, responsável pelo local, foi atingido após entrar em confronto com os policiais e foi a óbito.
As diligências iniciaram após a troca de informações entre as equipes da Agência Regional de Inteligência do 15º Comando Regional da Polícia Militar com os policiais civis da Delegacia de Matupá sobre um integrante de facção criminosa que estaria responsável por guardar entorpecentes, que posteriormente seriam distribuídos em pontos de venda ligados ao grupo criminoso.
As informações apontavam também que o suspeito estaria em posse de uma arma de fogo em razão de ameaças e desafetos.
Com base nas informações, os policiais passaram a realizar o monitoramento do endereço, ocasião em que visualizaram o suspeito, que ao perceber a presença das equipes, fugiu para uma região de mata. Os policiais tentaram a abordagem do suspeito, ocasião em que ele sacou a arma de fogo e apontou em direção aos policiais, dando início ao confronto, onde acabou atingido.
O suspeito foi imediatamente socorrido pelos policiais e encaminhado ao Hospital de Matupá, onde ele não resistiu aos ferimentos e foi a óbito. Com ele, foi apreendido o revólver utilizado no confronto com os policiais.
Em buscas na residência, outra parte da equipe policial encontrou grande quantidade de entorpecente, sendo seis tabletes e 10 pedaços grandes de maconha, uma porção grande de pasta base de cocaína e oito porções pequenas de cocaína, além de balança de precisão e munições calibre 38 e calibre 357.
Diante dos fatos, todo material ilícito foi apreendido e a moradora da casa foi conduzido à delegacia, onde após ser interrogada, foi autuada em flagrante por tráfico de drogas.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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