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Brasil lidera mercado global com preços recordes e exportações em crescimento

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Os preços do café, tanto no mercado interno quanto no externo, devem permanecer elevados em 2025, reflexo de uma conjuntura marcada por estoques apertados, demanda firme e limitações na expansão da produção no curto prazo. Segundo pesquisadores, a bienalidade da cafeicultura, com 2025 sendo um ano de safra mais baixa, é um dos fatores que sustentam esse cenário.

A dinâmica climática tem desempenhado um papel crucial na definição da oferta de café. Em anos recentes, o setor enfrentou desafios significativos, incluindo estiagens prolongadas, chuvas mal distribuídas e temperaturas elevadas, especialmente em momentos críticos como a floração. A última safra brasileira colheu pouco mais de 28,6 milhões de sacas em Minas Gerais, o que representou uma queda de 3,4% em relação à anterior, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Foi a quarta safra consecutiva em que a produção ficou abaixo dos números recordes de 2020/21, quando o país alcançou mais de 60 milhões de sacas.

No cenário internacional, o comportamento do clima em 2024 também afetou outros grandes produtores, como o Vietnã, segundo maior exportador global. A redução na oferta mundial de café robusta contribuiu para o fortalecimento dos preços. Assim, em meio à baixa oferta e estoques globais apenas moderados, os embarques brasileiros estão projetados para superar novamente as 40 milhões de sacas na temporada 2024/25, com destaque para o café robusta, que deve manter sua relevância nas exportações.

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A valorizada cotização do café também reflete o impacto do mercado cambial. O real desvalorizado frente ao dólar aumenta a competitividade do produto brasileiro, favorecendo as exportações e garantindo melhor remuneração aos produtores. Esse cenário positivo permitiu investimentos mais consistentes nos tratos culturais e no suprimento de nutrientes, ajudando a mitigar parte dos impactos climáticos adversos.

Para os produtores que mantêm estoques, o momento é de oportunidades. Com preços nominais recordes, entre R$ 2,1 mil e R$ 2,2 mil por saca, é uma ocasião estratégica para realizar vendas futuras e garantir caixa, uma vez que valores tão elevados dificilmente se sustentam no longo prazo. O comportamento dinâmico do mercado é baseado na lei da oferta e da demanda: menor oferta tende a elevar os preços, mas também estimula a expansão da produção em temporadas subsequentes.

Embora o estoque mundial de café esteja dentro dos níveis considerados normais, sua capacidade de suprir uma eventual nova quebra de safra é limitada. Qualquer problema adicional, seja no Brasil ou em outros grandes produtores, pode gerar pressão extra nos preços. Pesquisadores alertam que a temporada 2025/26, que será colhida em meados de 2025, ainda sentirá os reflexos do comportamento climático de 2024.

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Apesar dos desafios, o cenário para 2025 é de otimismo no setor cafeeiro. O desempenho positivo das exportações, combinado com investimentos em tecnologia e boas práticas de manejo, reforça a importância do agronegócio brasileiro como um dos pilares da economia nacional e sua posição de destaque no mercado global de café.

Fonte: Pensar Agro

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Mato Grosso exporta US$ 2,1 bilhões em setembro para 115 países

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Reprodução Secom/MT

Mato Grosso exportou US$ 2,1 bilhões em setembro e encerrou o mês como o 6º maior exportador do Brasil, responsável por 6% das vendas brasileiras ao exterior. Os produtos mato-grossenses chegaram a 115 países, com o milho liderando os embarques. Como as importações somaram US$ 233 milhões, o Estado registrou um saldo positivo de aproximadamente US$ 1,9 bilhão na balança comercial.

Os números integram o boletim de comércio exterior elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), por meio do DataHub MT, com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho acumulado está acima do registrado no ano passado. Entre janeiro e setembro, Mato Grosso vendeu US$ 26,5 bilhões ao mercado internacional, crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa US$ 3,8 bilhões a mais em exportações.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a força exportadora de Mato Grosso deve ser acompanhada pela ampliação do processamento da produção dentro do Estado.

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“Mato Grosso é um grande exportador e tem um papel importante no abastecimento de mercados internacionais. O Governo tem atuado fortemente para que essa capacidade também se traduza em mais agroindustrialização. Queremos ampliar a transformação da nossa produção aqui, agregar valor ao que vendemos e gerar mais empregos e renda para os mato-grossenses. Além de produzir e exportar commodities, precisamos aproveitar cada vez mais as oportunidades que a indústria oferece”, afirma.

Em setembro, o milho respondeu por US$ 641,1 milhões, equivalentes a 30,3% das exportações estaduais. Na sequência aparecem a soja, com US$ 354 milhões, e a carne bovina congelada, com US$ 257,5 milhões. Farelo e resíduos da extração do óleo de soja somaram US$ 249,3 milhões, enquanto o algodão alcançou US$ 163,3 milhões.

A China foi o principal destino dos produtos mato-grossenses, com compras de US$ 342,3 milhões, ou 16,2% do total. Países Baixos, Egito, Irã e Espanha completaram a lista dos cinco maiores compradores no mês.

Na comparação com agosto, o valor exportado caiu 12,6%. Frente a setembro de 2025, a redução foi de 6,2%. O volume embarcado totalizou 4,75 milhões de toneladas, queda de 23,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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Do lado das importações, os fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados concentraram 54,5% dos US$ 233 milhões gastos pelo Estado em setembro. Defensivos e reguladores para plantas representaram outros 22,7%, mostrando o peso dos insumos agrícolas nas compras internacionais.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as importações chegaram a US$ 2 bilhões. Com isso, a diferença entre as vendas e as compras externas de Mato Grosso ficou positiva em US$ 24,5 bilhões, avanço de 17,9% sobre o mesmo período de 2025.

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