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São Paulo anuncia retorno de Oscar após 14 anos: contrato até 2027
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O São Paulo Futebol Clube oficializou a contratação do meia Oscar, de 33 anos, que estava atuando no Shanghai, da China. Revelado nas categorias de base do Tricolor, Oscar retorna ao clube após 14 anos, com um contrato assinado até 31 de dezembro de 2027.
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Desempenho na China
Oscar volta ao futebol brasileiro após uma temporada excepcional no Shanghai. Em 2024, ele marcou 16 gols e forneceu 29 assistências em 39 partidas, consolidando-se como o líder de assistências na Superliga Chinesa nas últimas quatro temporadas, com 22 passes para gol apenas neste ano.
Declarações
O presidente do São Paulo, Julio Casares, destacou a importância da contratação: “Oscar é um jogador que dispensa comentários. Tem uma qualidade técnica difícil de se encontrar no mercado. Eu me empenhei pessoalmente nesta negociação, pois já conversava com ele há mais de seis meses sobre essa possibilidade. Vamos trabalhar para termos um 2025 com grandes resultados.”
Carlos Belmonte, diretor de futebol do clube, também celebrou a chegada do jogador: “Estamos muito felizes com a conclusão positiva dessa negociação. Ter um grande jogador com a experiência e o talento do Oscar em nosso elenco vai deixar o São Paulo ainda mais forte para encarar os desafios da temporada de 2025.”
Oscar expressou sua alegria em retornar ao clube que o revelou: “Estou feliz de voltar ao Brasil e poder jogar no São Paulo, que é o clube onde comecei, fiz a minha base e me revelou. Estou feliz com essa possibilidade de retornar, a minha família também. Agradeço pelo carinho que recebi nas redes sociais nos últimos dias, e farei o meu melhor para conquistarmos grandes coisas juntos.”
Trajetória de Oscar
Nascido em Americana, São Paulo, Oscar dos Santos Emboaba Júnior iniciou sua carreira nas categorias de base do São Paulo. Pelo time principal, participou de 14 jogos e fez parte do elenco campeão do Campeonato Brasileiro de 2008. Posteriormente, transferiu-se para o Internacional, onde conquistou a Recopa Sul-Americana (2011) e o Campeonato Gaúcho (2011 e 2012).
Em 2012, Oscar se juntou ao Chelsea, integrando uma geração vitoriosa que conquistou a Liga Europa da UEFA (2012/13), a Premier League (2014/15 e 2016/17) e a Copa da Liga Inglesa (2014/15). Durante sua passagem pela Europa, foi convocado diversas vezes para a Seleção Brasileira, sagrando-se campeão da Copa das Confederações FIFA (2013).
Em 2017, Oscar foi transferido para o Shanghai, onde permaneceu até seu retorno ao São Paulo. No futebol chinês, destacou-se com atuações decisivas, acumulando 76 gols e 110 assistências. Ele conquistou a Superliga Chinesa em 2018, 2023 e 2024, além da Supercopa da China em 2019.
Com sua volta ao São Paulo, Oscar traz experiência e talento, prometendo contribuir significativamente para os objetivos do clube nas próximas temporadas.
Fonte: Esportes
ESPORTES
Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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