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TCE-MT fortalece gestão pública com capacitações e parcerias estratégicas em 2024
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Ao longo de 2024, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) consolidou sua atuação como construtor de soluções. Tendo como norte a transparência, cuja qualidade foi reconhecida nacionalmente, o órgão contou com um programa de capacitação, eventos estratégicos e parcerias inovadoras executadas pelo conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo, para garantir a qualificação da administração pública mato-grossense, impactando diretamente áreas prioritárias como a saúde.
Exemplo disso é o Tribunais em Ação, realizado em maio. Fruto de parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o encontro reuniu, em Cáceres (220 km de Cuiabá), mais de 600 representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário em um debate sobre o desenvolvimento do estado e a redução das desigualdades. Durante dois dias, gestores de diversos setores foram apresentados aos produtos dos tribunais e passaram por formação técnica.
“Parabenizo a classe política porque sei que não é fácil. Se não discutirmos as desigualdades, nunca teremos um estado bom para todos. Então, temos que começar a resolver questões de cidades como Cáceres. Quando propomos mudanças, não estamos criticando este ou aquele gestor, nosso papel é orientar a criação de políticas públicas, por isso estamos discutindo e levantando possibilidades de crescimento”, disse o presidente em fala direcionada a participantes vindos de 22 municípios.
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Presidente do TCE na conclusão do ciclo de seminários sobre encerramento e transição de mandato. |
Já na conclusão do ciclo de seminários sobre encerramento e transição de mandato, realizado em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) em outubro, Sérgio Ricardo destacou que a capacitação e a escolha de boas equipes são elementos fundamentais para que os municípios alcancem bons resultados nos próximos quatro anos. Na ocasião, também lançou o programa permanente de capacitação para os 66 gestores eleitos e 76 reeleitos, para o início de 2025.
Outro marco para a pauta da qualificação foi o lançamento do primeiro Doutorado Interinstitucional em Direito do estado. Fruto de parceria com o Tribunal de Justiça (TJMT) e o Ministério Público (MPMT), a pós-graduação stricto sensu teve início em novembro e será integralmente ministrada em Cuiabá por professores da Faculdade Autônoma de Direito (Alfa-Fadisp). O curso reúne 30 doutorandos dos três órgãos, que, ao longo dos próximos anos, aperfeiçoarão seu conhecimento técnico e jurídico.
Para Sérgio Ricardo os bons frutos da iniciativa serão colhidos por toda a sociedade. “Temos promotores, procuradores, juízes, desembargadores e auditores que atuarão em suas instituições como doutores, preparados para atender melhor a população. Aqui no TCE estamos investindo no servidor para que ele fiscalize e oriente o gestor para que o recurso público, que é sempre menor do que a necessidade dos municípios, seja aplicado da melhor forma”, declarou.
Compromisso com a saúde
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Abertura do seminário “Construindo Ações para Mato Grosso Livre da Hanseníase”. |
Todos os esforços para garantir a melhoria da saúde no estado também foram determinantes para a programação das capacitações concluída neste ano. À frente destas ações, a Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (COPSPAS) apontou o caminho para avanços da gestão em áreas prioritárias, como no caso do 1º Encontro de Saúde e Controle Externo. Realizado em março, o evento debateu a democratização de serviços e o fortalecimento das políticas de saúde no estado.
Já em setembro, o encontro “Saúde Mental – Novo Olhar para Mato Grosso” resultou na proposta criação de uma rede de atenção e organização de serviços em saúde mental. Neste contexto, O presidente da Comissão, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, destacou o papel do controle externo na garantia do acesso igualitário à saúde. “O intuito é fortalecer SUS e, sobretudo, orientar os gestores sobre boas práticas, para que possam gastar os recursos, que não são muitos, com eficiência.”
A superação de desafios histórico no setor também culminou no seminário “Construindo Ações para Mato Grosso Livre da Hanseníase”, em novembro. Além da capacitação, o evento foi marcado pelo anúncio de que as estatísticas sobre a doença serão incluídas como ponto de controle na análise das contas anuais de governo dos municípios a partir do ano que vem. “Nós discutimos políticas de estado para que qualquer governo que venha saiba os problemas que ele tem que enfrentar”, acrescentou o presidente do TCE.
Ainda na área da saúde, o TCE apontou o caminho para a contratação conjunta de serviços médicos especializados em traumatologia e ortopedia com o fornecimento de órteses, próteses e materiais especiais (OPME) pelo Estado. No mesmo mês, aprovou a criação de um fluxo aprimorado para as Representações Pré-Processuais (RPPs) no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Saúde Pública (CEJUSC). Ambas as soluções resultam de mesas-técnicas e darão celeridade e qualidade aos serviços da rede pública.
Em maio, também por meio de mesa técnica, Sérgio Ricardo já havia mediado acordo para o pagamento de dívidas da Prefeitura de Cuiabá com empresas que prestam serviços de saúde. Segundo o relator das contas da Capital, conselheiro José Carlos Novelli, a ação foi fundamental para evitar a paralisação nos atendimentos. “Mais uma vez o consenso se mostrou como o melhor caminho e, por meio do diálogo, conseguimos garantir que a sociedade continuasse contando com estes serviços essenciais”, disse.
Transparência e ações para 2025
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| O TCE-MT recebeu o Selo Diamante de qualidade da transparência pública pela terceira vez. |
Ainda do ponto de vista do aprimoramento, o Tribunal reforçou seu pacto com a transparência em 2024, ao realizar, de forma presencial e pública, o sorteio das relatorias para o biênio 2025-2026. “Nós somos a esperança da população, somos a única instituição que fiscaliza a aplicação de recursos públicos. Essa é nossa missão, e faço questão de popularizar, a partir de hoje todos sabem quem vai relatar cada município”, destacou Sérgio Ricardo em evento transmitido ao vivo em setembro.
O compromisso do órgão com a transparência resultou, inclusive, na conquista do Selo Diamante no Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), pela terceira vez, com um índice de 95,19%. Para o presidente, o reconhecimento é um estímulo para gestores públicos em todas as esferas. “Nosso papel é reconhecer o esforço daqueles que se destacam e orientar quem precisa melhorar, porque, ao final, quem ganha é a sociedade”, afirmou.
Neste terceiro ciclo do PNTP, o Tribunal certificou outros 68 órgãos públicos do estado classificados entre as categorias Diamante, Ouro e Prata. “O programa avalia 124 critérios e mais de 200 itens, com seriedade e credibilidade. Quem recebe o certificado é porque merece verdadeiramente. Nosso objetivo é fazer com que o índice de transparência alcance, no mínimo, 80% ou 85%”, explicou o coordenador nacional do PNTP, o conselheiro-ouvidor do TCE-MT, Antonio Joaquim.
A ação é liderada pelos Tribunais de Contas de Mato Grosso e da União (TCU), bem como pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), na qual o conselheiro Campos Neto representa o TCE-MT. “Neste ano, o número de portais que alcançaram mais de 75% de conformidade com os critérios avaliados cresceu 53%. A falta de transparência dificulta o exercício da cidadania e o controle social, então, estamos caminhando para mudar esse cenário”, avaliou o conselheiro.
A promoção de boas práticas na administração pública como estas será intensificada em 2025, conforme já adiantado pelo conselheiro-presidente, com ainda mais ações educacionais e incentivos para a melhoria da governança pública. Segundo Sérgio Ricardo, no âmbito institucional, além do doutorado, o Tribunal também contará com um programa de mestrado para os servidores.
Para os gestores, além do programa de capacitação permanente, já foram pré-definidos outros dois grandes encontros, sendo um sobre gestão pública e outro sobre reforma tributária. “Durante todo o ano teremos cursos permanentes, com professores especialistas em gestão pública. Trabalharemos permanentemente para contribuir com cada prefeito. Estamos de portas abertas, com cursos, e pelas redes. Com um clique os gestores têm acesso a um técnico ou um conselheiro”, concluiu.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
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Fonte: TCE MT – MT
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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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