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Investigação iniciada em MT descobre perfil de morador do Pará que incitava ódio e crimes em rede social

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Uma operação da Polícia Civil do Pará, que contou com a colaboração investigativa da Polícia Civil de Mato Grosso, cumpriu nesta terça-feira (17.12) a prisão de um morador de Belém que publicava, em rede social, comentários preconceituosos e homofóbicos, além de incitação a crimes.

A investigação foi iniciada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos de Mato Grosso, que recebeu uma denúncia sobre um perfil de rede social que dizia ser morador de Cuiabá. Contudo, ao longo da apuração foi identificado que a conta da rede social pertencia a um morador de Belém (PA), quando a investigação foi encaminhada para a Delegacia de Combate a Crimes Discriminatórios e Homofóbicos do Pará.

Na Operação Miasma desta terça-feira foram cumpridas a prisão preventiva e busca contra o investigado.

Postagens discriminatórias e criminosas

A atividade online do investigado consistia em, sistematicamente, atacar grupos vulneráveis, como pessoas negras, mulheres e crianças, além de conteúdo preconceituoso contra cristãos, incitando crimes violentos. Além do conteúdo de ódio, o investigado fazia apologia a crimes como estupro e estupro de vulnerável e anunciava a posse de armas de fogo.

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Diante das informações apuradas, a Polícia Civil do Pará representou pela prisão preventiva e busca e apreensão, deferidas pela 1ª Vara de Inquéritos e Medidas Cautelares de Belém.

Na residência do investigado foram encontradas diversas armas brancas, como canivetes, facas, machadinha, soco-inglês e sprays de pimenta. Foram também apreendidos três notebooks e dois celulares que serão periciados.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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