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Beto Faro manifesta apoio à regulamentação da reforma tributária

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O senador Beto Faro (PT-PA) destacou, em pronunciamento nesta quinta-feira (12), os avanços no projeto de regulamentação da reforma tributária (PLP 68/2024), aprovado na véspera pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele opinou que a medida será um avanço para o sistema tributário nacional, aliando “modernidade, justiça social e sustentabilidade”.

— Nosso esforço tem sido de dialogar com o governo e com os colegas no Senado, mantendo a proposta defendida pelo presidente Lula desde a campanha eleitoral de 2022: garantir justiça tributária e promover uma reforma que garanta efetivamente a simplificação, a neutralidade e a manutenção da atual carga tributária. Isso permitirá avanços significativos para toda a população brasileira — disse.

O senador enfatizou que o processo de elaboração da reforma contou com “ampla participação” de setores da sociedade, além de “diálogo constante” com o governo federal e com parlamentares. Entre os pontos já incorporadas à proposta que considera conquistas, Faro mencionou ajustes relacionados à agricultura familiar, preservação de incentivos ao biodiesel com selo social e medidas voltadas ao processamento mínimo de produtos da sociobiodiversidade, como o açaí.

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Outro destaque foi a inclusão de serviços ambientais na lista de itens com alíquota reduzida em 60%, decisão que, segundo Faro, coloca o Brasil “na vanguarda da sustentabilidade global”, além de incentivar a recuperação de áreas degradadas.

— Reafirmo meu apoio irrestrito à proposta de regulamentação em debate e reitero minha confiança de que esta Casa continuará a ser um baluarte na defesa dos interesses do povo brasileiro. Que este seja o início de uma nova era para o Sistema Tributário Nacional, mais justo, eficiente e comprometido com as futuras gerações — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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