POLITÍCA NACIONAL
Debate na CE destaca importância das instituições católicas de ensino
POLITÍCA NACIONAL
O impacto da educação católica na sociedade brasileira foi debatido em audiência pública da Comissão de Educação e Cultura (CE) nesta quarta-feira (4). A audiência foi solicitada por meio de requerimento (REQ 87/2024-CE) apresentado pelo senador Flávio Arns (PSB-PR), presidente da CE, e pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), que presidiu o debate.
Durante o encontro, foi apresentada uma pesquisa inédita conduzida pela Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec). Teresa Leitão afirmou que esse estudo aponta o papel essencial das instituições católicas:
— A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil produziu um estudo inédito que mostra o papel fundamental que essas instituições desempenham na formação humana e cidadã de brasileiros e brasileiras, bem como na construção de uma sociedade mais justa, solidária e fraterna.
A pesquisa, intitulada O impacto da educação católica na sociedade brasileira, analisou dados do governo federal referentes a 2022. Entre os destaques, aponta que mais de 20% dos alunos das escolas católicas estudam com bolsas de estudos integrais, beneficiando 115 mil estudantes. Teresa ressaltou que o levantamento também traz informações qualitativas, como o alcance em municípios e a alta qualidade do ensino.
— Esse olhar amplo sobre as políticas educacionais é essencial, especialmente em debates como o do Plano Nacional de Educação. A educação católica tem um papel histórico.
De acordo com o pesquisador Pedro Mello, responsável pelo estudo, as instituições educacionais católicas desempenham um papel fundamental no desenvolvimento econômico e social do país:
— Para cada R$ 1 de imunidade tributária recebida, as instituições retornam R$ 24,34 à sociedade. Isso demonstra o impacto positivo dessas instituições na economia nacional. E precisamos entender que esse retorno não é apenas financeiro, mas também social e cultural.
Inclusão, diversidade e bolsas de estudo
O padre João Batista Gomes de Lima, diretor-presidente da Anec, ressaltou o compromisso das instituições católicas com a inclusão e a diversidade:
— Nossas escolas estão abertas para alunos de todas as crenças. Oferecemos uma educação que vai além do ensino religioso, focando na formação integral dos estudantes. Queremos formar indivíduos que possam contribuir positivamente para a sociedade.
Outro ponto relevante citado na audiência foi o impacto social das bolsas de estudo oferecidas, como explicou Fabiana Deflon, gerente da Câmara de Mantenedoras da Anec:
— Mais de 20% dos nossos alunos recebem bolsas integrais, o que contribui para a erradicação da pobreza. Nosso compromisso é com a inclusão social e a promoção de oportunidades iguais para todos.
Laicidade e geração de empregos
Durante o debate, participantes do e-Cidadania levantaram questões sobre a laicidade do Estado e o papel das instituições religiosas na educação. A senadora Teresa Leitão esclareceu:
— O estudo não fere o princípio da laicidade. O Estado é laico e permite a prática de todas as religiões. As escolas católicas oferecem um currículo que respeita essa diversidade. Estamos aqui para garantir que todas as vozes sejam ouvidas e respeitadas.
Thiago Ferreira Cabral, diretor jurídico do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas, abordou o impacto das escolas católicas no mercado de trabalho:
— Como podemos mensurar a questão dos empregos indiretos gerados pelas instituições católicas? Sabemos que há muito mais além dos 233 mil empregos diretos reportados.
O pesquisador Pedro Mello concordou, enfatizando a necessidade de maior transparência:
— Realmente, Thiago [Ferreira Cabral] colocou de forma clara que o emprego direto é significativo, mas há uma grande parcela de empregos indiretos sendo gerados. É necessário que as instituições [católicas] publiquem relatórios detalhados para demonstrar seu impacto real. A transparência é fundamental para compreender plenamente o alcance dessas contribuições.
O professor Artur Eugênio Jacobus, vice-reitor da Unisinos (universidade privada jesuíta), destacou o diferencial acadêmico das universidades católicas:
— Sabemos que, quando um aluno entra em uma universidade católica, ele tem um salto 15% maior em sua vida acadêmica do que [teria] em outras universidades.
Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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