CUIABÁ

POLITÍCA NACIONAL

CDH aprova Política Nacional de Cuidados

Publicados

POLITÍCA NACIONAL

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (4) o projeto que cria a Política Nacional de Cuidados (PL 5.791/2019), para garantir direitos e promover melhorias nas relações profissionais ou voluntárias de cuidado. O texto engloba desde as famílias até os trabalhadores contratados, e agora segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O projeto veio da Câmara dos Deputados e teve relatoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que não promoveu alterações. A CDH também aprovou requerimento de urgência. Ele ainda será votado em Plenário depois de passar pela CAS.

Para Paim, a iniciativa busca reorganizar a visão social e cultural do cuidado, inclusive em âmbito familiar. Ele citou que, segundo dados publicados em 2024 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mulheres dedicam cerca de 21,3 horas semanais para afazeres domésticos e cuidado de pessoas, enquanto a população masculina investe apenas 11,7 horas.

— A organização social dos cuidados tem sido distribuída de forma injusta e desigual. Com essa medida, o Brasil dá mais um importante passo no combate às desigualdades estruturais. Caminhamos com mais vigor rumo à redução de grandes mazelas sociais, como a divisão social do trabalho e os impactos desproporcionais dos cuidados nos grupos em maior situação de vulnerabilidade — disse.

Leia Também:  Projeto cria fundo para apoiar comunidades vulneráveis em áreas urbanas

Para isso, o projeto estabelece diretrizes e princípios e prevê um futuro Plano Nacional de Cuidados para implementar a Política por meio de ações, instrumentos, metas e indicadores. O Plano será aplicado de forma descentralizada e articulada entre os entes federativos.

O texto define cuidado como o trabalho necessário à reprodução diária da vida humana, da força de trabalho, da sociedade e da economia e à garantia do bem-estar de todas as pessoas. O tema é tratado no projeto a partir de uma perspectiva “integral e integrada” de políticas públicas, como saúde, educação, assistência social, esportes, entre outros.

Objetivos

A Política Nacional de Cuidados tem como objetivo principal promover a mudança cultural sobre a organização social do cuidado, através do reconhecimento, da redistribuição e da redução do trabalho não-remunerado de cuidado — realizado “primordialmente” pelas mulheres.

Como mecanismos para isso, a Política busca incentivar o setor privado a permitir a compatibilização entre o trabalho remunerado e as necessidades de cuidado (incluindo o autocuidado) e responsabilidades familiares. Também vai promover o trabalho decente para trabalhadores remunerados do cuidado, de maneira a enfrentar “a precarização e a exploração do trabalho”.

Prioridades

O público prioritário da Política Nacional de Cuidados são os trabalhadores do setor, tanto os remunerados quanto os não remunerados. Além disso, ela coloca em foco os beneficiários das atividades de cuidado, principalmente crianças — em especial na primeira infância — adolescentes, idosos e pessoas com deficiência.

Leia Também:  Comissão de Educação aprova afastamento de aluna gestante para seis meses

O texto prevê a possibilidade de ampliação gradual do público prioritário, a depender das novas necessidades e demandas.

Responsabilidades

As ações que vierem a ser implementadas no âmbito da Política e do Plano Nacional de Cuidados deverão ser custeadas conjuntamente por União, estados e municípios, que compartilham o dever de observar a política de cuidados. Já as famílias, o setor privado e a sociedade como um todo possuem corresponsabilidade na sua implementação. Doações também serão uma forma de financiar as ações.

Diretrizes

Entre outras diretrizes da Política Nacional de Cuidados estão:

  • Participação da sociedade na elaboração das políticas públicas de cuidados e seu controle social
  • Simultaneidade na oferta dos serviços para quem cuida e para quem é cuidado
  • Descentralização dos serviços públicos ofertados relacionados ao cuidado
  • Formação continuada e permanente nos temas de cuidados para servidores públicos e prestadores de serviços que atuem na rede de cuidados

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA MT

TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

Publicados

em

 

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

Leia Também:  Comissão de Educação aprova afastamento de aluna gestante para seis meses

Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA