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Sérgio Ricardo destaca investimento em capacitação para qualificar atuação e garantir benefícios à sociedade

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Presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, em aula inaugural do Doutorado Interinstitucional em Direito. Clique aqui para ampliar.

O Doutorado Interinstitucional em Direito realizado em parceria pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Tribunal de Justiça (TJMT) e Ministério Público (MPMT) teve início nesta sexta-feira (29), com aula inaugural sobre Teoria da Norma Jurídica. Ministrado em Cuiabá por professores da Faculdade Autônoma de Direito (Alfa-Fadisp), o curso de pós-graduação stricto sensu reúne 30 doutorandos dos três órgãos, que, ao longo dos próximos anos, aperfeiçoarão seu conhecimento técnico e jurídico. 

Segundo o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, a qualificação resultará em benefícios à toda a sociedade. “Temos promotores, procuradores, juízes, desembargadores e auditores que atuarão em suas instituições como doutores, preparados para atender melhor a população. Aqui no TCE estamos investindo no servidor para que ele fiscalize e oriente o gestor para que o recurso público, que é sempre menor do que a necessidade dos municípios, seja aplicado da melhor forma.”

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A presidente do TLMT, desembargadora Clarice Claudino, destacou a importância das parcerias firmadas entre o Poder Judiciário e o TCE.

O presidente também anunciou o lançamento de um programa de mestrado para os servidores do TCE-MT em 2025. “Vamos trabalhar para abrir pelo menos 50 vagas em mestrado para servidores e conselheiros. Um mestrado que será feito aqui em Cuiabá, com professores que sairão de grandes centros para dar aula aqui, sem a necessidade de os alunos se deslocarem”, explicou.  

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino, pontuou que a parceria com o TCE-MT tem facilitado a busca pela qualificação dos membros do Judiciário, uma vez que as ações em conjunto tornam o trabalho mais célere e menos oneroso. “Os Tribunais têm a obrigação de fazer com que o aperfeiçoamento dos seus membros seja constante. Então, estamos dando condições para que os magistrados estejam cada vez mais qualificados e estejam sempre se qualificando ininterruptamente.”  

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Representando o MPMT, o procurador de Justiça Adriano Streicher destacou que a iniciativa conjunta representa o compromisso com a excelência e aprimoramento contínuo.

Representando o Ministério Público (MPMT), o procurador de Justiça Adriano Streicher também destacou que a iniciativa conjunta representa o compromisso com a excelência e o aprimoramento contínuo. “É um marco na formação e no fortalecimento de nossas instituições, que se unem de forma exemplar e complementar para proporcionar uma melhor qualificação de seus integrantes. Este doutorado representa o compromisso com a excelência, com a qualificação e, sobretudo, com o aprimoramento contínuo.”

Professor do curso de mestrado e doutorado da Fadisp, o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar, faz parte do corpo docente da pós-graduação, na qual ministrará a disciplina “Decisões Algorítmicas”. “A disciplina vai capacitá-los para utilizar a tecnologia e a inteligência artificial de forma correta e legítima para entregar resultados melhores”, explicou. Alisson também reforçou que o doutorado vai “revolucionar a capacidade técnica e jurídica do estado”. 

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Professor do curso de mestrado e doutorado da Fadisp, o procurador-geral do MPC, Alisson Carvalho de Alencar, faz parte do corpo docente da pós-graduação.

Os 30 doutorandos passaram por processo seletivo realizado nas últimas semanas, que incluiu análise de projetos de pesquisa e entrevista. “Tivemos uma procura excepcional e é importante destacar a qualidade dos candidatos, que são muito habilitados. Acredito que isso trará uma contribuição para todos nós. Poder conversar com essas alunas e alunos nos próximos três anos vai ser uma satisfação”, afirmou o diretor da Escola de Direito da Alfa Educação (Alfa-Fadisp), Thiago Matsushita. 

À frente da disciplina de Teoria da Norma Jurídica, o professor Henrique Garbelline Carnio explicou que o conteúdo contempla os profissionais das três instituições. “Vamos discutir grandes questões em torno da teoria do direito em especial, mas também focaremos em aspectos da teoria da decisão judicial.  É um conteúdo que transita muito bem entre todos aqueles que vão participar do nosso curso e prepará-los para os próximos temas que serão entregues.” 

Este é o primeiro curso de Doutorado em Direito de Mato Grosso. As aulas acontecerão em colaboração com a Escola Superior de Contas do TCE-MT, a Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e a Escola do Ministério Público.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br

Fonte: TCE MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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