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CE debaterá ‘viés político e ideológico’ contra agronegócio em livros didáticos

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A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta terça-feira (26) requerimento para debater suposto viés político e ideológico presente em livros didáticos contra o agronegócio brasileiro. O REQ 106/2024 – CE foi apresentado pelos senadores Zequinha Marinho (Podemos-PA) e Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). A data da audiência ainda não foi marcada. 

De acordo com Zequinha, esses livros promovem desinformação sobre o agronegócio para alunos de escolas públicas e privadas de todo o país.

— É preciso que a gente comece a tratar das causas e não dos efeitos, porque lá embaixo, no material didático, ao invés de a gente focar e melhorar a qualidade da nossa educação, há um desvirtuamento de tudo isso para cuidar de outros temas que, às vezes, a criança sequer tem noção. Pegar esse material escolar para formar militância política e levar ódio ou aversão a alguns setores econômicos não é o papel de uma escola — afirmou.

No requerimento, Zequinha pede que sejam convidados representantes dos Ministérios da Educação e da Agricultura e Pecuária, da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), da Fundação Instituto de Administração e da  ONG De Olho no Material Escolar.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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