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Poder Judiciário realiza seletivo para ‘Programa de Residência e Extensão de Prática Jurídica’

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O processo seletivo para ingresso no ‘Programa de Residência Jurídica e Extensão de Prática Jurídica no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso’ foi realizado na tarde desse domingo (24), no ‘Bloco F’ da Universidade de Cuiabá (Unic).
 
Mesmo com a alta temperatura na Capital, os mais de mil pós-graduandos (e/ou recém-bacharéis) em Direito tiveram por volta de quatro horas, das 13h às 17h30 (horário de Cuiabá), para responderem as questões referentes às provas objetivas e discursivas.
 
A gestora de Ingresso do Departamento de Gestão de Pessoas, Maria Cristina Tibles Brandão, comemorou a alta adesão dos candidatos e ressaltou que essa é a primeira vez que o Judiciário Estadual promove o seletivo. “Além do aprendizado que estamos oferecendo, o ingresso dos residentes irá trazer mais celeridade aos processos nos gabinetes de primeira e segunda instância.” 
 
“Esta iniciativa também agrega muita qualidade ao trabalho, pois os magistrados poderão encontrar (nos residentes) com profissionais já preparados, com uma importante experiência, para então ocuparem futuramente a função de assessores”, completa a gestora.
 
A bacharela em Direito, Gislaine Oliveira, é uma das candidatas que participou do processo seletivo. Ela afirma “ser um sonho antigo poder trabalhar no Tribunal de Justiça de Mato Grosso”. “Estou atualmente na Delegacia Fazendária, junto à sede das promotorias, mas gostaria de migrar para o TJ. Seria uma oportunidade de aprendizado e conhecimento, muito definidora para o meu futuro profissional”, destaca a jovem.
 
Dos 1.458 candidatos aptos a realizarem o processo, 419 não compareceram. O número de ausências representa 28,74% do total.
 
Programa – A residência jurídica é destinada a bacharéis em Direito que estejam cursando especialização, mestrado, doutorado ou pós-doutorado, ou que tenham concluído o curso de graduação há, no máximo, cinco anos.
 
O Programa do Judiciário mato-grossense oferta 21 vagas, sendo nove para os gabinetes de magistrados de segundo grau de jurisdição e 12 para primeira instância.
 
Por meio da Portaria TJMT/PRES nº 933, de 09 de agosto de 2024, foi fixado o quadro de vagas do Programa e estipulado o valor da bolsa-auxílio de R$ 3.500,00.
 
Resolução no TJMT – O Programa atende a Resolução 439/2022 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e foi proposto em julho deste ano pela presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva. A iniciativa foi aprovada por unanimidade pelo Colegiado da Corte e deu origem à Resolução TJMT/OE nº 09, de 25 de julho de 2024.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Foto 1: candidatos e candidatas estão de costas, enquanto entram pelo portão da Universidade de Cuiabá. Foto 2: Candidatos nas instalações da Unic em direção ao bloco da realização da prova. Foto 3: Candidata à Residência jurídica, Gislaine Oliveira, está de frente para câmera com o olhar para o horizonte, representando a esperança de ingressar no TJMT. Ela é uma mulher negra, veste uma jaqueta preta, blusa verde e calça preta. Foto 4: Duas jovens estão de costas, olhando as listas fixadas em uma parede, com a relação de nomes dos candidatos e suas respectivas salas de realização das provas.
 
Marco Cappelletti
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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