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Comitiva do TJMT participa do 7º Encontro Nacional de Juízas e Juízes negros na Bahia

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Uma comitiva de magistrados do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso participará do 7º Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negros (ENAJUN) e 4º Fórum Nacional de Juízas e Juízes contra o Racismo e todas as formas de Discriminação (FONAJURD) que será realizado nos dias 21 e 22 de novembro, na sede do Tribunal de Justiça da Bahia, em Salvador.
 
O Encontro é destinado a todos os magistrados (as) e operadores (as) do sistema de Justiça, com objetivo trazer debates enriquecedores para a arena democrática e plural, promovendo reflexões transformadoras por um futuro com mais igualdade e justiça social para todas as pessoas.
 
O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador Juvenal Pereira da Silva, destacou a importância de se fazer presente nestes espaços. “Essa é uma ocasião em que há oportunidade de se discutir temas atuais sobre questões étnico-raciais, com a presença de estudiosos sobre o assunto, com protagonistas de movimentos sociais sobre as pautas em questão e com a presença de ministros dos Tribunais Superiores”, disse.
 
As magistradas Tatiana dos Santos Batista, Luciene Kelly Marciano Roos, Ana Cristina Mendes, Renata Evaristo e o magistrado Francisco Rogerio vão representar Mato Grosso durante o Encontro. “É uma honra participarmos de um evento desta natureza, representando o Estado de Mato Grosso, debatendo todo e qualquer tipo de discriminação ao mesmo tempo compartilharmos ações e soluções que visam um futuro com mais igualdade social e justiça acessível para todos”, disse a juíza substituta da Vara Única de Vila Bela da Santíssima Trindade, Tatiana dos Santos.
 
A magistrada destacou que entre os temas do Encontro estão questões relacionadas aos quilombolas e povos originários, pauta constante em sua comarca. “São temas fortemente relacionados à realidade em que atuamos, em especial, na comarca de Vila Bela que fora tradicionalmente habitada por famílias de origem africana, as quais, com muito orgulho, cultivam suas tradições e cultura com o passar dos séculos”, observou.
 
Também serão discutidos temas como racismo algorítmico e ambiental; protocolo de julgamento com perspectiva racial; infância e juventude negra; cosmovisão e a ecologia decolonial; entre outras atualidades do ponto de vista étnico-racial. A conferência de abertura ficará a cargo de Tarcízio Silva, doutor em Ciências Humanas e Sociais no PCHS-UFABC, e a de encerramento, com Flávia Martins de Carvalho, ouvidora do Superior Tribunal Federal (STF), juíza de Direito do TJSP e doutora da USP.
 
O evento é uma realização do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), por meio da Universidade Corporativa do TJBA e do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5), através da Escola Judicial do TRT5-Bahia, contando ainda com o apoio do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), da Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA).
 
Informações gerais sobre o evento, inclusive sobre as inscrições gratuitas, podem ser consultadas no link https://www.tjba.jus.br/portal/7enajun/.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Cartaz com a imagem do elevador Lacerda, em Salvador, no canto superior esquerdo e uma mulher e um homem negro de costas um para o outro no canto superior direito. Em tons de vermelho e azul, os dizeres 7º Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negros (ENAJUN).
 
Gabriele Schimanoski
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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