MATO GROSSO
PM prende homem por tentativa de estelionato e simular próprio sequestro
MATO GROSSO
Policiais militares do 5º Comando Regional prenderam um homem, de 33 anos, suspeito de tentativa de estelionato e falsa comunicação de crime em General Carneiro.
Conforme boletim de ocorrência, o próprio suspeito acionou as equipes alegando que havia sido vítima de um roubo enquanto trafegava pela rodovia BR-070, entre General Carneiro e Barra do Garças.
Ele relatou que foi abordado por dois homens que teriam roubado seu veículo, uma caminhonete VW Amarok branca. Segundo ele, após o roubo, conseguiu carona com um fazendeiro, cujo nome não soube informar, para voltar à cidade.
Após o relato, os policiais registraram a ocorrência e iniciaram buscas pelo veículo. Pouco tempo depois, localizaram uma Amarok branca na saída de General Carneiro, ocupada por dois homens com características semelhantes às descritas pelo suspeito.
Durante a abordagem, os ocupantes do veículo alegaram ser amigos do suspeito, afirmando que haviam trazido o suspeito de Primavera do Leste para buscar a caminhonete em uma oficina de Barra do Garças e o deixado no local.
Ao revistarem o veículo, os policiais encontraram uma bolsa e uma carteira pertencentes ao suspeito. Ao confrontá-lo com os itens, ele admitiu que a caminhonete, que havia denunciado como roubada, na verdade foi furtada em junho, em Primavera do Leste. Ele não registrou o crime na época, mas conseguiu recuperar a Amarok.
Ele havia renovado o seguro e planejou acionar o seguro como se o roubo tivesse ocorrido naquela data para obter ressarcimento. A falsa denúncia mobilizou as polícias de Primavera do Leste e de Nova Xavantina, além da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal. O homem foi encaminhado à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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