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Comunidade Indígena busca Apoio do Governo para crescer agricultura familiar indígena

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Na última sexta-feira (01), a Superintendência de Assuntos Indígenas realizou uma reunião estratégica com o presidente e cooperados da Cooperativa Indígena Volta Grande (COOIVG), na Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF). Participaram do encontro a secretária Andreia Fujioka, o secretário adjunto da SEAF George Luiz, e o presidente da EMPAER, Suelme Fernandes. O foco do encontro foi debater a necessidade urgente de implementos agrícolas para a comunidade Volta Grande, que faz parte do município de Novo São Joaquim-MT.

Com 600 hectares de terra prontos graças a parcerias, a cooperativa enfrenta desafios devido à falta de equipamentos agrícolas, fundamentais para a preparação, plantio e colheita. A secretária Andreia Fujioka e o presidente Suelme Fernandes ouviram as demandas e expressaram seu compromisso em buscar soluções rápidas para viabilizar o projeto. A meta é garantir que a comunidade consiga plantar arroz em dezembro. Um projeto será elaborado com o apoio de um engenheiro da EMPAER, atendendo ao pedido formalizado pelas lideranças indígenas.

Geraldo, Cacique Geral do Território Indígena Volta Grande e presidente da COOIVG, destacou a importância da iniciativa: “Nosso principal objetivo é melhorar a realidade das nossas aldeias, proporcionando um futuro promissor para nossas crianças. Melhorar nossa alimentação e saúde é essencial para nossa dignidade.” O cacique enfatizou que a agricultura familiar é vital para o sustento e a melhoria das condições de vida da população indígena.

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O superintendente Agnaldo Santos ressaltou o compromisso dos povos indígenas com suas comunidades: “O território indígena Volta Grande, composto por quatro aldeias, tem em sua cooperativa um exemplo de cooperação e distribuição equitativa de recursos. Eles buscam ampliar seu trabalho para melhorar a qualidade de vida de todos.”

Essa colaboração entre governo e comunidade é um passo significativo para a autonomia e desenvolvimento sustentável dos povos indígenas da região.

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Manifestações tomam conta das ruas de Belém na COP30

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Fotos José Rui Galvão/Mídia Indígena Oficial

Na manhã deste sábado (15), Belém foi palco de uma das maiores mobilizações populares já registradas durante a COP30. Mais de 20 mil pessoas — entre indígenas, quilombolas, ativistas ambientais, profissionais da saúde, pesquisadores, estudantes e apoiadores — tomaram as ruas da capital paraense pedindo a revogação do decreto N° 12.600/2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e cobrando medidas urgentes como a demarcação de terras indígenas e avanços nas políticas de crédito de carbono.

A marcha, descrita por participantes como histórica, ganhou ainda mais força com a adesão de representantes de diversos países presentes no evento global do clima. De acordo com manifestantes ouvidos pela nossa equipe, o ato foi marcado pela união entre povos originários, movimentos sociais e observadores internacionais, todos em defesa da vida e da proteção ambiental.

Fotos José Rui Galvão/Mídia Indígena Oficial

Nossa equipe conversou com indígenas do Mato Grosso que participam diretamente da marcha. Segundo eles, o movimento está “gigantesco e global”, com a presença de “indígenas, não indígenas e estrangeiros caminhando lado a lado”.

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Entre as lideranças presentes, a Darlene Yamalo Taukane, da etnia Bakairi, do município de Paranatinga, relatou emocionada a importância de viver esse momento. No instante da entrevista, ela chegava ao ponto de concentração final da marcha.

“Eu estou muito feliz por estar aqui e viver esse momento onde todos os povos estão podendo reivindicar a todos os povos da Terra água limpa, oceano limpo, mais floresta em pé. Tudo isso está sendo o motivo da manifestação, pela qualidade de vida do planeta”, afirmou Taukane.

Ela destacou ainda o aprendizado proporcionado pela marcha.

“Eu aprendi muito hoje. Eu pude chegar e ficar na frente, tive a oportunidade de ouvir toda a caminhada até chegar ao carro dos povos indígenas. Aprendi muito hoje nessa marcha”, disse.

Fotos José Rui Galvão/Mídia Indígena Oficial

Diversas lideranças indígenas do Mato Grosso também acompanham o ato presencial e à distância, fortalecendo a mobilização por meio das redes sociais. A expectativa é que a marcha influencie debates e decisões dentro da COP30, reforçando a urgência de políticas que protejam povos tradicionais e garantam a preservação ambiental.

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A manifestação segue repercutindo nacional e internacionalmente, consolidando-se como um dos momentos mais marcantes do evento climático em Belém.

Acesse o Decreto N° 12.600/2025 AQUI

 

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