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Primeiro Concurso de Queijos e Produtos Lácteos de Mato Grosso é celebrado com grande êxito e valorização dos pequenos produtores

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O Governo do Estado de Mato Grosso, através da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF) e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), realizou com sucesso o Primeiro Concurso de Queijos e Produtos Lácteos de Mato Grosso. O evento, uma iniciativa celebrada durante o Festival Biomas e Sabores de 26 a 28 de setembro no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá, contou com a colaboração essencial do Sebrae-MT.

A competição reuniu 66 produtores rurais, agroindústrias familiares e estabelecimentos agroindustriais de 33 municípios, apresentando um total de 223 produtos. Jurados e palestrantes de renome nacional e internacional, devidamente treinados por especialistas da Epamig, tiveram a tarefa de avaliar os melhores produtos em 11 categorias, que iam desde manteiga até inovadores produtos regionais.

Foto: Camila Paulino (Sebrae-MT)

Foto: Camila Paulino (Sebrae-MT)

A Secretária de Estado Andreia Fujioka destacou o empenho em fomentar a produção de queijo através de políticas facilitadoras, como um novo sistema de inspeção e um futuro programa de crédito para alavancar a agricultura familiar local. A medida visa fortalecer produtores como Jackson Marques Pacheco, que brilhou no concurso com múltiplas premiações e foi o primeiro a obter o selo SIAPP, permitindo a venda legalizada dos seus produtos.

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Por sua vez, Suelme Fernandes, presidente da Empaer, ressaltou a importância de reduzir a burocracia e capacitar pequenos produtores para competir em pé de igualdade com grandes cadeias produtivas. Essa visão foi compartilhada por Lélia Brun, Diretora Superintendente do Sebrae-MT, que enalteceu o impacto cultural, gastronômico e econômico do evento.

Foto: Eliene Londero (Empaer-MT)

Entre os vencedores, Vandecleia Prochnow, de Cuiabá, destacou o reconhecimento do pequeno produtor, enquanto Rita de Cássia, de Sorriso, celebrou suas quatro premiações em diversas categorias, incluindo Ouro na Manteiga de Garrafa, evidenciando a excelência dos laticínios mato-grossenses.

O sucesso do concurso é uma prova do potencial competitivo dos queijos e produtos lácteos de Mato Grosso, reforçando o compromisso do estado com a inovação e a valorização de seus produtores.

Foto: Eliene Londero (Empaer-MT)

Festival Biomas e Sabores

O Festival Biomas e Sabores teve como objetivo apresentar e valorizar as riquezas gastronômicas e culturais dos três biomas que compõem o estado de Mato Grosso: Pantanal, Cerrado e Amazônia.

O evento proporcionou aos participantes uma ampla programação. As palestras técnicas abordaram temas como: a importância do controle da fermentação na formação de textura e aroma dos queijos; como definir a embalagem correta para o seu produto; serviços e sistemas de inspeção: como regularizar; como certificar o rebanho para brucelose e tuberculose; café e suas diversas aplicações no mundo gastronômico; alimentação para gado leiteiro com foco na produção de queijos; queijos artesanais: tradição x inovação; queijaria familiar: um sonho que vem conquistando várias premiações & Como lidar com os desafios e oportunidades no empreendimento queijeiro; a arte de produzir: instalações essenciais e de baixo custo para queijo e mel; vendas governamentais: acesso a mercados institucionais; rotulagem descomplicada; leite A2A2: uma oportunidade para agregação de valor aos produtos artesanais; associativismo e cooperativismo; entre outros.

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Também foram realizados mini cursos sobre queijos azuis e sobre os defeitos mais comuns em queijos, além ainda de mesas redondas sobre temas como história e geografia do queijo, marketing e mercado para queijos, como viver de queijo artesanal brasileiro e o desafio da comercialização de queijos artesanais em lojas especializadas.

Foto: Eliene Londero (Empaer-MT)

Fonte: EMPAER MT

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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